Sindicalista é torturado e morto no Pará

O líder sindical Bartolomeu Morais da Silva, o "Brasília", de 44 anos, foi seqüestrado, torturado e assassinado com 12 tiros na cabeça na madrugada de hoje, em Castelo dos Sonhos, a 700 quilômetros de Altamira, no sudoeste do Pará. O corpo foi encontrado por posseiros jogado às margens da rodovia Santarém-Cuiabá. As duas pernas do sindicalista foram quebradas antes da execução. Nos últimos meses, Silva vinha denunciando ameaças anônimas de morte, afirmando que se alguma coisa lhe acontecesse, os responsáveis seriam fazendeiros e madeireiros da região. Ele era delegado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira, que está exigindo da Polícia Civil a apuração do caso e prisão dos criminosos e mandantes. A polícia ainda não tem pista dos assassinos. A direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri), em nota, aponta como um dos suspeitos do crime o fazendeiro paulista Nilton Braga. E acusa policiais civis de conivência com pistoleiros e com o crime organizado na região. A vítima defendia posseiros que ocuparam recentemente uma área conhecida como "Big Vale". Braga não foi encontrado para se defender da acusação. Segundo a polícia, o fazendeiro teria saído de Castelo dos Sonhos após o crime.

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