Sindicalistas defendem ex-governador de centrais

Dirigentes tucanos da Força Sindical querem que entidade se retrate por ter afirmado que candidato mentiu

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2010 | 00h00

Membros tucanos da direção da Força Sindical repudiaram a assinatura do manifesto que acusou o candidato tucano à Presidência, José Serra, de mentir sobre a criação do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). Eles pedem uma retratação do presidente em exercício da entidade, Miguel Eduardo Torres.

Torres assumiu a Força no lugar do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que se licenciou da presidência da central para disputar a reeleição. Ele assinou o manifesto em conjunto com a CUT, CTB, CGTB e Nova Central, acusando Serra de "impostura e golpe contra os trabalhadores" por sua atuação na Constituinte.

"Houve uma falha, uma desatenção por parte do Miguel que hoje está na presidência. A central não pode falar em nome de todos. A disputa política deveria ser um objetivo de pessoas, e não geral", disse o 1.º vice-presidente da Força, Melquíades de Araújo, filiado ao PSDB.

De acordo com Araújo, uma reunião da cúpula da Força deve acontecer na próxima semana para rever o posicionamento adotado por Torres, por ferir o "princípio pluralista" da central.

Antonio de Sousa Ramalho, vice-presidente da Força, também filiado ao PSDB, acredita que Torres assinou o documento na "empolgação". "Nosso estilo é ser pluralista e não se envolver partidariamente. Nossa postura é de não atacar ninguém nunca."

Ramalho disse ainda que recebeu ligação de Paulinho, que estaria preocupado com uma possível "briga" entre os dirigentes por conta do manifesto contra José Serra.

"Eu disse a ele que isso é questão de responsabilidade e que a atitude foi mal pensada e não fica bem para ninguém", contou Ramalho.

Torres foi procurado pela reportagem do Estado, mas não respondeu ao recado deixado em seu celular. Segundo sindicalistas, ele estava em viagem ao Rio Grande do Norte.

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