Sindicato culpa planilhas por ausência de ônibus nas ruas

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo não cumpriu a determinação judicial de colocar em circulação 70% da frota de ônibus, e 80% nos horários de pico porque não recebeu nenhuma planilha operacional das empresas ou da SPTrans, justificou hoje o advogado do sindicato, Antonio Rosella. De acordo com ele, os empregados, que são os que decidem pela greve, não poderiam colocar parte da frota em funcionamento sem as planilhas. "Mesmo que as planilhas tivessem sido encaminhadas, eles iriam discuti-las, durante assembléias no pátio das empresas, para decidir se as cumpririam ou não. Mas nem isso foi possível fazer", disse Rosella.A liminar que determinou a alteração de parte da frota foi concedida ontem, a pedido do Ministério Público, pelo vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), João Carlos de Araújo. O não cumprimento da determinação implica uma multa diária de R$ 200 mil diários a ser paga pelo sindicato e pelas empresas de ônibus.

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