Sindicato diz que Black Blocs são bem-vindos atos de professores no Rio

Entidade que representa os profissionais de educação do Estado diz que manifestantes são alvos de 'ofensiva militar' e propõe 'autodefesa'

O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2013 | 20h29

RIO - Na assembleia em que resolveram permanecer em greve, realizada na manhã desta quarta-feira, 9, os professores da rede municipal do Rio estabeleceram também estratégias em relação à Polícia Militar (PM). O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) aprovou um manifesto que propõe que os professores atuem para sua "autodefesa" e disse ser "bem-vinda" a ajuda dos Black Blocs, "desde que se submeta às tradições da categoria".

O documento sustenta a necessidade da autodefesa sob a alegação de que o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB) "iniciaram uma ofensiva militar contra os movimentos sociais" e a greve, "através de choque, bombas e spray de pimenta".

Segundo a coordenadora-geral do Sepe, Marta Moraes, a autodefesa citada no manifesto se refere a estratégias para não permitir a infiltração de elementos provocadores em atos públicos. O sindicato considera que policiais entram nas manifestações para causar tumulto. Ela pede à categoria que esteja atenta às supostas interferências.

A nota termina afirmando que o Sepe "defende todos os manifestantes e movimentos sociais contra a violência das ações truculentas da polícia".

Mais conteúdo sobre:
rio professores black blocs

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.