Sindicato exige readmissões para encerrar greve no RJ

Empresa diz que sindicalistas abandonaram reivindicações envolvendo segurança; nova assembleia ahoje

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

16 de abril de 2009 | 10h38

Os maquinistas da Supervia Concessionária de Transporte Ferroviário, que administra cinco dos ramais da rede ferroviária do Rio de Janeiro, reivindicam agora a readmissão de 11 funcionários demitidos antes do início da greve, há quatro dias.

 

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Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona da Central do Brasil, Walmir de Lemos, "a greve teve início em função dessas demissões".  

 

Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho, realizada no fim da noite desta quarta-feira, 15, foi condicionado o fim das paralisações à reintegração de 11 maquinistas demitidos. 

 

"A Delegacia Regional do Trabalho já propôs a reintegração de sete desses funcionários e esperamos a decisão da Supervia em relação aos outros quatro. Três deles foram desligados da empresa  pouco antes da greve e o quarto no dia 9, por justa causa", explica Walmir. 

 

De acordo com nota divulgada pela Supervia, "ao contrário do que havia reivindicado anteriormente, o sindicato condicionou o retorno das atividades à reintegração dos funcionários, afastando quaisquer reivindicações referentes à segurança". 

 

No fim da tarde desta quinta-feira, 16, os ferroviários terão uma assembleia para discutir as propostas oferecidas e a decisão do TRT, segundo o presidente do sindicato.  

 

Com o prosseguimento da greve, a Supervia vai adotar novamente a operação especial, com aumento dos intervalos entre as composições e a suspensão de circulação dos ramais de Belford Roxo e Saracuruna.  

O ramal Japeri vai operar com intervalo de 20 minutos na Linha Japeri (semidireto) e intervalo de 40 minutos na Linha Nova Iguaçu (parador). 

 

A Linha Santa Cruz (parador) do ramal Santa Cruz vai operar com intervalos de 20 minutos e no ramal Deodoro, a Linha Deodoro (parador) terá intervalos de 40 minutos.

Com a circulação dos trens paradores (Linhas Nova Iguaçu, Santa Cruz e Deodoro), o ramal Deodoro tem intervalos de 10 minutos. 

 

Segundo a nota da Supervia, o sindicato permanece com a paralisação parcial e continua descumprindo o porcentual mínimo do efetivo de maquinistas, determinado pelo TRT/RJ.  

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