Sindicato fará blitz contra lojas abertas no feriado

Um mutirão formado por cem integrantes do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de São Paulo vai nesta quinta-feira os shoppings da capital paulista para verificar se as lojas estão cumprindo a determinação de não abrir as portas durante o feriado. Aqueles que insistirem em funcionar terão os nomes encaminhados à Delegacia Regional do Trabalho, que pode punir os infratores com multas que chegam até a R$ 4 mil. Mesmo assim, alguns lojistas dispostos a aumentar as vendas prometem desafiar a lei. A não abertura do comércio neste Corpus Christi é resultado da falta de acordo entre patrões e empregados. Segundo o vice-presidente do sindicato que representa os comerciários, Ricardo Patah, a categoria não acredita que os empregadores cumpririam a promessa de dar benefícios a quem trabalhasse amanhã. "É o mesmo que receber um cheque sem fundos. Na hora de convencer o empregado, eles oferecem tudo, mas depois não pagam." Já o presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping, Nabil Sahyun, afirma que a quebra de acordos é praticada por poucos e o fechamento das lojas trará prejuízos irrecuperáveis. "Pelo menos 70% são pequenos comerciantes que dependem dessas vendas para saldar dívidas." Por esse motivo, segundo ele, alguns devem desafiar a lei. "Eles já avisaram que vão abrir, mesmo correndo o risco de multa." A criação de um mutirão para vistoriar as lojas foi definida hoje durante reunião na Delegacia Regional do Trabalho, já que o órgão decidiu não reforçar a equipe de fiscais no dia.

Agencia Estado,

19 Junho 2003 | 04h17

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