Sindicato ligado a central pró-Serra apoia petista

Militantes de entidade que reúne 450 mil comerciários de São Paulo[br]manifestaram adesão a Mercadante durante caminhada na Rua José Paulino

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, recebeu ontem apoio oficial do Sindicato dos Comerciários, ligado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), única das seis centrais sindicais que não aderiu à campanha presidencial de Dilma Rousseff, que é de seu partido.

O apoio do sindicato, o maior vinculado à UGT, com 450 mil filiados, ocorreu durante caminhada na Rua José Paulino, tradicional centro popular de vendas de roupas de São Paulo.

Nesta campanha, a UGT já recebeu duas vezes o candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra, ao lado de Geraldo Alckmin, principal rival de Mercadante na corrida estadual. Em 2006, Alckmin obteve apoio da central na disputa presidencial contra Lula. Doze das 21 unidades estaduais da central declararam apoio a Serra.

"Somos apoiados pela CUT, Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), Nova Central e Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), além de setores expressivos da UGT", afirmou o petista, ao lado da candidata ao Senado, Marta Suplicy (PT). "A diferença é que, ao contrário deles (os adversários), nós conversamos e negociamos com os sindicatos, ao contrário do governo tucano, que não negocia com ninguém, basta ver as greves do Judiciário e outras, nas quais houve confronto."

Fiscal. Durante a caminhada, um fiscal do TRE pediu que o caminhão de som que acompanhava o candidato fosse retirado e os militantes com bandeira que seguiam pela rua fossem, deslocados para a calçada. Foi atendido. Questionado por camelôs, ele defendeu a regularização e organização da categoria para garantir empregos. "Tem de fazer uma parceria do governo do Estado com a prefeitura para regularizar esse trabalho", defendeu.

Vestido novo

Marta Suplicy comprou, por R$ 200, um vestido verde em uma das lojas. Os vendedores gostaram, mas o público reclamou da confusão de militantes, assessores e jornalistas na calçada.

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