Sindicato prevê fim de atrasos em vôos na próxima semana

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo, Jorge Carlos Botelho, acredita que somente no final da próxima semana deverão começar a se normalizar as decolagens de vôos e, conseqüentemente, terminar os tumultos nos aeroportos em todo o País. "Com a chegada a Brasília dos controladores remanejados de outros lugares, somente poderemos ter uma certa normalização nos aeroportos a partir do outro final de semana", afirmou o sindicalista, após reunião de duas horas com o ministro da Defesa, Waldir Pires, nesta quarta-feira, 1. Botelho, que foi acompanhado de representantes de outras cinco entidades de controladores de vôos do País, relatou que não foram apresentadas reivindicações da categoria ao ministro. "Nós viemos aqui para discutir uma reestruturação geral do sistema de controle aéreo por que somente aumentar salários hoje, sem alterar a estrutura, não vai resolver nada definitivamente", declarou.Ele afirmou que "o erro" foi a criação de muitos vôos sem a devida adaptação do sistema de controle de tráfego aéreo. Os sindicalistas criticaram ao ministro a decisão de convocar controladores aposentados para voltar a trabalhar como forma de ampliar o quadro funcional. "Essa medida é duvidosa porque essas pessoas terão que fazer um exame médico muito rígido e depois terão que ter sua capacidade técnica muito bem avaliada", afirmou Botelho.Crise no setorOs atrasos nas decolagens e pousos de vôos nos principais aeroportos do País são causados pela operação-padrão, iniciada na sexta-feira, 27, pelos controladores do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), de Brasília, que decidiram reduzir o número de aeronaves vigiadas por controlador.A categoria decidiu que não iria mais trabalhar acima de sua capacidade após a queda do avião da Gol em Mato Grosso, que resultou na morte dos 154 pessoas, em 29 de setembro, e no afastamento de oito controladores do Cindacta 1.A operação-padrão também é uma reação da categoria à suspeita de que a conduta de um funcionário do Cindacta 1 teria contribuído para o acidente.

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