Sindicatos preparam cerco a deputados na entrada da Câmara

Representantes das centrais sindicais farão protestos em Brasília hoje e amanhã, dia da votação, contra os R$ 545

João Domingos, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2011 | 00h00

Divididas, as centrais sindicais realizam hoje e amanhã manifestações em Brasília por um mínimo maior do que os R$ 545 propostos pelo governo.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), majoritariamente ocupada pelo PT, admite um acordo com o governo em torno de R$ 560. Para tanto, defende a antecipação de 2,75% do reajuste do ano que vem para 2011. As outras centrais querem R$ 580.

A Força Sindical, presidida pelo deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), promete pôr hoje em Brasília e no Congresso cerca de 500 dirigentes sindicais, todos eles dispostos a fazer muito barulho pelos R$ 580. Paulinho disse que quer evitar o rolo compressor do governo. "Se quiserem votar na marra, vão ter de usar o Exército para cercar o Congresso", afirmou.

A CUT garantiu a presença de 200 líderes, em Brasília. Eles vão se concentrar a partir das 14 horas na portaria dos anexos 2 e 4 da Câmara, por onde os deputados passam no caminho de ida e volta dos gabinetes.

Na quarta-feira, as centrais pretendem reunir milhares de manifestantes na Esplanada dos Ministérios, aproveitando para tratar de uma pauta mais extensa, que vai desde o salário mínimo à campanha salarial nacional unificada do funcionalismo.

A intenção dos sindicalistas é concentrar o barulho amanhã, data em que foi marcada a votação do aumento do mínimo pela Câmara.

A concentração dos sindicalistas começa às 9 horas, diante da catedral de Brasília. De lá, por volta das 10 horas, eles pretendem iniciar uma caminhada rumo ao Congresso, onde farão ato político em defesa da valorização dos servidores e também por aumento real no salário mínimo.

Se há impasse entre as centrais e o governo em relação ao salário mínimo de 2011, há negociações em curso relativas a outras pautas dos sindicalistas.

Entre elas, a correção da tabela do imposto de renda, a garantia da manutenção da política de valorização do salário mínimo para os próximos anos e criação de uma política de longo prazo para valorizar aposentadorias.

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