´Sinto mágoa´, diz ex-mulher de seqüestrador de ônibus

A técnica em radiologia Cristina Ribeiro, de 36 anos, pivô do seqüestro do ônibus 499 na sexta-feira na Baixada Fluminense, permanece desde a manhã desta segunda-feira, 13, no 52ª Distrito Policial (DP) onde presta depoimento. Apesar de estar com dificuldade para falar e andar por causas das agressões que sofreu pelo ex-marido, André Luiz Ribeiro, de 35 anos, Cristina disse que teve o esforço de ir à delegacia como exemplo às mulheres que também são vítimas da violência doméstica. Ela disse que não sente raiva do ex-marido. "Sinto só muita mágoa"."Existem pessoas que passam a mesma coisa que eu e não chegam à delegacia. Todos os homens que batem em mulheres não vão ficar impunes", disse Cristina. Ela contou que passou a noite com dores fortes, teve febre e tem dificuldade para falar por causa de uma fissura na mandíbula. Ribeiro está preso na carceragem do 52ª DP e recusou-se a prestar depoimento. Até agora o delegado Paulo Roberto da Silva já ouviu 40 pessoas sobre o caso. Ele indiciou Ribeiro por seqüestro, lesão corporal, porte e disparo de arma. Ribeiro e Cristina serão submetidos a exame de corpo delito. Ela, para comprovar os ferimentos e ele, para documentar que não sofreu agressão por parte da polícia.O advogado Flávio Fernandes, que defende Ribeiro,informou que vai pedir exame de sanidade mental para seu cliente. Para o advogado, Ribeiro é semi-imputável, ou seja, não pode ser responsabilizado totalmente pelos seus atos. O ambulante saiu por volta do meio-dia da 52º delegacia onde fez exame de corpo de delito.

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