Sistema Cantareira tem 73% da mata degradada, diz estudo

ONG usa fotos de satélite para mapear ocupação de reservatórios da Grande SP

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 13h04

O Sistema Cantareira tem 73% das áreas de preservação permanente degradadas por algum tipo de atividade humana. É o que aponta um estudo da organização não-governamental Instituto Socioambiental (ISA), com fotos de satélite tiradas entre 1989 e 2003 dos seis reservatórios do sistema. São áreas como margens de rio e de represa, que deveriam estar cobertas de vegetação."Essa situação foi a que mais nos surpreendeu", diz Marussia Whately, uma das autoras do estudo, intitulado Cantareira 2006 - Um Olhar Sobre o Maior Manancial de Água da Região Metropolitana de São Paulo, que será lançado nesta quinta-feira, 21.O Cantareira responde pelo abastecimento de água de metade da Grande São Paulo. E conta com água de mais qualidade, na comparação com outros sistemas, como o da Represa de Guarapiranga. Para Marussia, o fato de a maior parte desse manancial estar localizada em área não urbana é a principal razão para a qualidade da água se manter boa. "Mas é uma situação que exige atenção. Não temos condições de encontrar outro sistema com essa capacidade", diz a ambientalista.A maior preocupação do ISA diz respeito à Barragem Paiva Castro, o último reservatório do Cantareira antes da capital. A situação de risco foi revelada em março pelo Estado, com base em documentos da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp).

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