Sistema de ônibus de SP muda com atrasos mas sem grandes tumultos

A gigantesca mudança no sistema de ônibus da maior cidade brasileira ? que inclui o cancelamento de 226 linhas - não causou grandes tumultos nos principais terminais. Foram registrados atrasos e filas. O maior problema foi a falta de informação sobre as mudanças. Na Avenida Cantídio Sampaio, na Brasilândia, por exemplo, o pintor Fernando Barbosa de Oliveira, de 30 anos, chegou ao ponto de ônibus às 5h45 e, às 6h23, ainda não sabia se o seu ônibus havia mudado de nome ou número. "Nunca esperei mais de dez minutos." Segundo informações da São Paulo Transportes (SPTrans), a empresa responsável pelo sistema de ônibus da cidade, foram notificadas apenas quatro ocorrências graves no sistema de transporte público, em função do cancelamento das 226 linhas. Outros oito casos foram resolvidos de imediato.Segundo o diretor de Operações da SPTrans, Maurício Phesin, as linhas com maior problema foram Jardim Paulo VI-Santo Amaro e Jardim Umarizal-Socorro, cujos ônibus do tipo bairro a bairro foram impedidos de circular por perueiros clandestinos. Os perueiros também protestaram na Praça Charles Muller, no Pacaembu, zona oeste.Pelo menos três veículos da linha Jardim Paulo VI-Santo Amaro foram depredados e a Polícia Militar precisou ser acionada. Apesar disso, a operação foi considerada "um sucesso" pelo secretário dos Transportes, Jilmar Tatto. "A ocorrência de problemas foi, inclusive, menor que sábado."

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