Sistema de transportes de São Paulo pode mudar logo, diz Tatto

O secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, afirmou nesta terça-feira que o sistema de transportes pode ter mudanças significativas a partir da próxima semana. Linhas operadas hoje por ônibus passariam para os perueiros, e outras - que hoje se sobrepõem - podem ser fundidas para aumentar a eficiência do sistema.As alterações são mais um passo da transição entre o antigo e o novo modelo de transporte e dependem do entendimento entre a prefeitura, os empresários e os perueiros. Nesta terça, Tatto passou toda a tarde reunido com representantes do Transurb e dos perueiros para uma primeira discussão dos detalhes dessas mudanças.O que ficar acertado entre eles vai compor os contratos emergenciais que a Administração vai assinar com empresas de ônibus e cooperativas de lotações. "Queremos um serviço de excelência em São Paulo", disse Tatto. Ele afirmou que a secretaria vai começar a fazer pesquisas com os usuários para melhorar as linhas. "Vamos pesquisar linha por linha, e estamos fazendo com que empresários e perueiros se sentem com técnicos para começar já o planejamento."Nesta terça, os representantes das cooperativas de perueiros passaram o dia na secretaria autenticando os documentos da licitação, que foi retomada. Na abertura dos envelopes, a única surpresa foram as duas cooperativas ´estrangeiras´, uma de Goiânia e outra de Brasília, que se inscreveram para participar da licitação.Os perueiros que já trabalham em São Paulo ficaram ressabiados e alguns ironizaram a presença deles. "Os caras querem ter experiência de transporte com carta de terraplenagem e de hortifrutigranjeiro", disse um deles sobre os atestados de capacidade apresentados pelas duas cooperativas.Nas oito áreas em que a cidade foi dividida, foram apresentadas 21 propostas e, ao todo, 4.984 perueiros estão disputando as linhas do novo sistema. Tatto acredita que até sexta-feira a documentação esteja verificada e seja possível ver quais estão ou não habilitadas. Duas, no entanto, já estão fora. Elas pagaram a caução - garantia necessária para participar da concorrência - com cheques sem fundo. Não foi informado o nome dessas cooperativas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.