Sítios e haras são interditados por causa de anemia infecciosa

Oito sítios e haras foram interditados este ano na cidade do Rio por causa do aparecimento de focos de Anemia Infecciosa Eqüina (AIE). Um lei determina que cavalos acometidos pela doença, que pode levar à morte, têm de ser sacrificados. Só em janeiro, surgiram cinco casos na zona oeste do Rio, que concentra criadores de animais. A doença foi descrita pela primeira vez no Brasil em 1968. Em todo o território fluminense, 54 propriedades estão interditadas, ou seja, é proibida a saída de animais. Alguns lugares estão nessa situação desde 2004, pois os focos da anemia, que provoca febre, prostração e perda de peso, persistem. A interdição é determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que mantém o Programa de Prevenção e Controle da AIE e que tem como objetivo evitar que outros animais sejam infectados. Uma vez sacrificados os cavalos doentes (em média, 100 por ano no RJ), é preciso fazer exames depois de 30 e 60 dias, para verificar se os demais estão saudáveis. A transmissão da anemia é feita por uma mosca. Outra forma de contágio é por meio de esporas. O vírus é mutante e não há cura, explicou o veterinário Everardo Machado, coordenador do programa do ministério no Rio. "O período de inoculação pode chegar a 60 dias e, em alguns casos mais raros, a até dois anos. Nesse período pode acontecer a transmissão da doença", disse Machado. Aids eqüina A AIE também é conhecida como "aids eqüina" ou "febre dos pântanos". O exame para detectar a doença é feito somente quando o cavalo é transportado de uma propriedade a outra ou quando o foco já existe - o que dificulta a detecção precoce. O programa de prevenção promove campanhas de esclarecimento com freqüência para alertar criadores. Uma das medidas mais importantes é a manutenção dos cavalos em local limpo e sem insetos. O difícil é controlar a doença entre os cavalos que ficam nas ruas.

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