Situação de aeroporto privado é ponto polêmico no Reino Unido

Em Londres, o governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu a privatização do aeroporto Tom Jobim/Galeão

Daniela Milanese, de O Estado de S. Paulo,

02 de setembro de 2008 | 13h15

Ao defender a privatização dos aeroportos brasileiros nesta terça-feira, 2, em Londres, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tocou em um ponto polêmico para o Reino Unido. No país, é grande a insatisfação dos usuários com Heathrow, considerado o mais movimentado da Europa. Em poder da construtora espanhola Grupo Ferrovial, o aeroporto é alvo de muitas críticas e costuma ser citado como um dos pontos a contar contra a atratividade dos negócios no Reino Unido.   Veja também: Em Londres, Cabral propõe a Lula privatizar o Galeão     A intenção era que os atrasos freqüentes fossem resolvidos a partir das obras de ampliação, com a inauguração do Terminal 5, no final de março. Mas a estréia do novo espaço foi considerada um "fiasco" pela mídia. Nos primeiros dias de funcionamento, cerca de 500 vôos foram cancelados e um problema na distribuição de bagagens fez com que pelo menos 20 mil malas ficassem presas em Heathrow.   Na época, Willie Walsh, presidente da British Airways, única companhia aérea a ocupar o terminal, admitiu erros, assumiu a responsabilidade e pediu desculpas pela situação.   Agora, a mais nova polêmica refere-se à concentração de mercado da BAA, operadora responsável por sete aeroportos no Reino Unido, comprada pelo Grupo Ferrovial. Há duas semanas, o órgão de concorrência britânico sinalizou que a BAA poderá ter que vender dois dos três aeroportos que possui em Londres - a decisão final será tomada em fevereiro do próximo ano.   O empresário Richard Branson, dono da Virgin e que recentemente anunciou sua intenção de montar uma companhia aérea no Brasil, já se mostrou interessado em comprar Gatwick, no sul da cidade.   Na segunda, o Grupo Ferrovial anunciou prejuízo de 19,8 milhões de euros no segundo trimestre, ante lucro de 306,1 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Além da desaceleração do setor de construção da Espanha, o aumento dos custos com Heathrow também foi apontado como motivo para a piora dos resultados.

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