Situação de Quércia piora, diz Garibaldi ao deixar Sírio-Libanês

Estado de ex-governador seria 'crítico e preocupante'; Alckmin, Afif e Gushiken também estiveram no hospital

Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2010 | 00h00

Crítico e preocupante. Foi assim que o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) definiu o estado de saúde do ex-governador e ex-senador Orestes Quércia, ontem à tarde, ao deixar o Hospital Sírio-Libanês, onde estava internado desde terça-feira por causa de dores lombares.

Garibaldi disse ter conversado com médicos do Sírio-Libanês sobre o estado de saúde de Quércia, internado para tratamento de um câncer na próstata. Segundo ele, os médicos manifestaram preocupação com a gravidade do quadro. A família do ex-governador, no entanto, mantém a decisão de que o hospital não divulgue nenhum boletim médico.

Sobre seus exames, o senador potiguar disse que os resultados foram satisfatórios, mas ele deve voltar ao hospital em dois meses para uma nova avaliação e análise da necessidade de uma intervenção cirúrgica na coluna.

Garibaldi embarcaria ontem para Natal (RN), onde passa as festas de fim de ano. De acordo com boletim médico divulgado à tarde, o senador passou por exames de rotina, que tiveram resultados normais, e recebeu tratamento para "um sintoma de lombociatalgia" - dor na região lombar irradiada para as pernas.

Outros pacientes. Além de Garibaldi, Quércia e o vice-presidente José Alencar, que continua internado, outros dois políticos estiveram ontem no Sírio-Libanês - o vice-governador eleito, Guilherme Afif Domingos, que foi fazer um check-up, e o governador eleito Geraldo Alckmin, que passou por exames depois de problemas no aparelho digestivo.

Alckmin foi internado às 23h de quarta-feira por causa de uma crise de soluço, problema que vem se repetindo desde a campanha eleitoral. Ele recebeu alta ontem, por volta das 18h30. De acordo com o médico David Uip, o governador eleito foi submetido a exames clínicos - endoscopia e colonoscopia - e o diagnóstico é de esofagite, refluxo e gastrite.

Afif foi ao hospital para um check-up de rotina e esperava conversar com o governador eleito, mas, quando chegou, Alckmin já havia recebido alta.

Segundo a assessoria do hospital, também está internado no local o ex-secretário de Comunicação Luiz Gushiken, um dos principais assessores de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro mandato. O hospital não deu detalhes sobre seu estado de saúde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.