Situação de solo em SC não mudou, aponta análise do IPT

Mesmo com perídos de trégua nas chuvas, áreas afetadas continuam em estado crítico nas cidades

Agência Brasil,

02 de dezembro de 2008 | 16h57

A última análise dos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de Santa Catarina e de São Paulo, que estão orientando os trabalhos de resgate das vítimas da chuva, mostra que não houve alteração do solo nas últimas horas. A situação nas áreas vermelhas, consideradas críticas, permanece inalterada. O comando de resgate mapeou toda a área atingida pela chuva e classificou por áreas. As áreas vermelhas são aquelas isoladas, mas onde ainda existe pessoas.    Veja também: Desvio é feito na principal ligação entre PR e SC Saiba como ajudar as vítimas da chuva IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas       Há também as áreas pretas, próximas do gasoduto, nas quais não há residências, mas indústrias. Nessas áreas é proibida a permanência de qualquer pessoa, inclusive membros das equipes de resgate. Nas chamadas ilhas de segurança estão localizados os abrigos. De acordo com o tenente PM Alessandro Felzch, se o tempo permanecer estável serão necessários pelo menos dois meses para que o solo seque e não haja mais rico de deslizamento.   "Isso não pode ser tratado de forma exata. São vários pontos diferentes de terreno". O tenente disse que o trabalho de varredura continua para retirar as famílias que insistem permanecem nas áreas vermelhas. "O problema é que depois de resgatados, muitos voltam às casas. Eles estão fazendo isso à noite para fugir do resgate".   Ele voltou a pedir que os moradores não voltem às casas sem autorização do comando de segurança, já que a situação pode volta r a se agravar a qualquer momento. As operações nesta terça-feira, 2, estão centradas na distribuição de alimentos, água e roupas nas comunidades que ainda estão isoladas, e remoção de pessoas com necessidades especiais e de atendimento médico.

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