Situação permanece igual

Carta 19.603A centenária União Internacional Protetora dos Animais fez queixa à Eletropaulo, em 20/8/06, sobre o padecimento e morte de animais abandonados em um terreno da empresa. Como o acesso ao terreno é fácil, muitos despejam fêmeas com ninhadas e cães doentes, velhos ou acidentados, que sofrem pela falta de água, comida e abrigo. Para impedir que eles sofram e morram, a UIPA é obrigada a recolhê-los, o que desequilibra o controle populacional do seu abrigo, além de implicar despesas excedentes que oneram uma entidade que sobrevive de doações. Mais grave é o que ocorre com os animais arremessados por cima do muro que a UIPA divide com o imóvel, que sofrem fraturas, paraplegia, rompimento de órgãos, perda de membros e cegueira. Depois de várias queixas protocoladas e da carta publicada pela coluna (Crueldade e crime ambiental), a Eletropaulo tomou providências insuficientes, pois o muro permanece baixo, apesar da reforma. Como era de se prever, os rolos de arame foram cortados, de forma a permitir o acesso ao local, hoje cenário de perpetração de crime ambiental, tipificação que recebe a prática de maus-tratos a animais.VANICE TEIXEIRA ORLANDIPresidente do Conselho Diretor A AES Eletropaulo responde:"Técnicos verificaram o terreno em 20/3. A área é usada pela empresa com permissão de passagem. A pessoa que usa o local foi avisada para manter o portão fechado. O muro será reformado, e o portão, substituído por um mais alto; além disso instalaremos iluminação com cédula de presença em frente ao imóvel."Carta 19.604Problemas no GuarujáTenho apartamento na Rua José Garrido, na Enseada (Guarujá) há 15 anos, local sem infra-estrutura básica. As ruas Acre, dos Bancários e Raimundo Manoel Delgado receberam asfalto, sarjetas, bueiros e canalização de água pluvial há tempo, um investimento que agora está soterrado na areia. Até nas regiões de favela há ruas asfaltadas, com iluminação, já que os moradores é que geram votos, não quem tem casa de veraneio. Os carnês para pagamento do asfalto (ainda não feito) já foram distribuídos; diante do n.º 90 da José Garrido o poste não tem luminária e a Raimundo Delgado não tem luz. JURANDIR ANTÔNIO NONATTOVila RomanaA pref. do Guarujá responde:"Este ano receberemos mais de R$ 12 mi do Dep. de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias, ligado ao Governo do Estado, recursos que serão aplicados em três grandes obras. Para facilitar o acesso à Enseada, Pernambuco e Perequê usaremos pouco mais de R$ 7 mi, e R$ 366 mil na reurbanização do trajeto já existente na Rua Acre, além da construção de novo trecho, ligando a rua à Av. D. Pedro I. As obras prevêem limpeza do canal, construção de muretas de proteção e dispositivos para o processo de reversão do curso das águas, para que a água do canal não deságüe no mar. Estão incluídos serviços de drenagem e tubulação do canal, guias, sarjetas e pavimentação. Assim que os recursos forem liberados, iniciaremos o processo de licitação e as obras."O leitor comenta que não está claro se as ruas paralelas e transversais à Acre receberão melhorias. "Se há plano de reurbanização, não faz sentido cobrarem o pagamento do asfalto", diz. Em ref. à iluminação, ele recebeu um telefonema da Elektro dizendo que a responsável é a prefeitura.A prefeitura responde:"Essas ruas não constam do projeto que receberá a verba. A Sirub informa que nada foi cobrado dos moradores da área da Rua Acre pelo asfalto, tendo apenas sido feitas reuniões para explicar um plano de contribuição de melhorias, e encaminhado uma pesquisa com um valor de quanto seria a contribuição, para obter uma avaliação do porcentual de adesão. Em outras administrações municipais os moradores da região já pagaram essa taxa, o que não ocorre atualmente. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos explica que o projeto de iluminação das ruas é conseqüência da urbanização que será feita."O leitor replica que a gestão anterior cobrou uma ?contribuição de melhoria? que não resultou em benefícios. E que na gestão atual os munícipes receberam carta de pré-adesão ao Programa Comunitário de Melhorias; os que não aderissem (se minoritários) sofreriam acréscimo nas taxas legais, com pgto. em cota única. E ele diz que entende que ?iluminação é parte do plano de urbanização?, mas o que reivindica é "a colocação de uma lâmpada num poste que já existe e tem fiação instalada".Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

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