Skaf é o candidato com maior patrimônio em SP

Total de bens do ex-presidente da Fiesp é de R$ 10,8 milhões, 10 vezes superior ao de seus concorrentes

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2010 | 00h00

Paulo Skaf (PSB), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, apresentou ontem declaração de bens 10 vezes superior à de seus concorrentes na disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

Ele possui, segundo apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP), patrimônio no valor de R$ 10, 8 milhões ? em nova comparação, três vezes a mais que a soma do patrimônio dos principais adversários.

A declaração de patrimônio é parte do protocolo para o registro de candidaturas, realizado ontem pelos candidatos ao governo de São Paulo no Tribunal Regional Eleitora.

Como é a primeira vez que concorre a um cargo público, ao contrário dos oponentes Geraldo Alckmin (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP), não é possível avaliar a evolução patrimonial de Skaf.

Alckmin apresentou à corte eleitoral patrimônio avaliado em R$ 940,8 mil. Houve um crescimento de cerca de 20% em seus bens desde 2006, quando concorreu à Presidência e declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bens na ordem de R$ 690 mil.

Mercadante, que concorre pela segunda vez seguida ao Palácio dos Bandeirantes, apresentou patrimônio de R$ 460 mil ao TRE paulista. O valor é cerca de 30% inferior ao declarado em 2006, quando disse ter à disposição bens totalizando R$ 754 mil.

Salto. Russomanno, que se elegeu deputado em 2006, viu seu patrimônio crescer cerca de 20% em quatro anos, de acordo com dados declarados ao TSE naquele ano e à corte paulista ontem. Houve um salto evolutivo de R$ 825 mil naquele para R$ 1,12 milhão hoje.

O candidato verde ao governo paulista, Fábio Feldmann, declarou, por sua vez, bens no valor de R$ 946 mil. Sua última campanha foi na década de 1990 para deputado federal.

Tetos de campanha. Entre os principais candidatos ao governo paulista, Alckmin apresentou o maior teto para gastos de campanha, com R$ 58 milhões, 20% a mais que seu principal concorrente, Aloizio Mercadante. O petista declarou um limite de R$ 46 milhões.

A campanha de Alckmin balizou-se nos custos da campanha do tucano José Serra ao Palácio dos Bandeirantes em 2006, que ficou em R$ 50 milhões. O valor, segundo coordenadores, é apenas uma atualização monetária do período de quatro anos.

Triplo. Em 2006, Mercadante, que perdeu para Serra na disputa pelo governo paulista, gastou R$ 11 milhões. Se atingir o limite previsto para este ano, de R$ 46 milhões, terá triplicado o custo de sua candidatura.

Os concorrentes de Alckmin e Mercadante apresentaram valores mais modestos como teto de campanha. O terceiro maior teto de campanha é do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que estabeleceu R$ 35 milhões de despesa.

Em seguida vêm Celso Russomanno e Fábio Feldmann, ambos com limite estipulado em R$ 20 milhões.

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