Skinheads: advogada vai recorrer ao TJ-SP

A advogada Irene Hajaj, que atuou na defesa dos skinheads Juliano Filipini Sabino e José Nílson Pereira da Silva, condenados hoje a 21 anos de prisão por terem participado do assassinato do adestrador de cães Edson Néris da Silva, disse que vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. "A condenação me decepcionou, pois as provas apresentadas e as declarações das testemunhas se mostraram muito dúbias", afirmou. "O processo apresenta muitas controvérsias e contradições, não permitindo que se tenha uma convicção de que foram eles, realmente, os responsáveis pelo crime."Os skinheads foram condenados por formação de quadrilha armada pelo 1º Tribunal do Júri do Fórum Ministro Mário Guimarães. Dos 7 jurados - 5 mulheres e 2 homens -, 6 entenderam que os réus cometeram homicídio triplamente qualificado: meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.?Com esta decisão, me sinto um vitorioso", destacou o promotor Marcelo Camargo Milani. "Apenas representa o primeiro passo para a condenação dos outros 16 integrantes da gangue que participaram do crime", acrescentou. Para ele, no entanto, "o mais fundamental dessa decisão é que ficou provado que os réus integravam uma quadrilha de nazistas." Milani ainda não decidiu se vai recorrer da absolvição dos réus da acusação de tentativa de homicídio. "Provavelmente, não irei recorrer, pois a pena foi muito alta para os padrões da Justiça Penal brasileira." Edson foi morto a pontapés, golpes de soco inglês e correntes de aço, em 6 de fevereiro do ano passado, quando passeava de mãos dadas com Dario Pereira Neto, pela Praça da República. Juliano e José foram absolvidos, por 4 votos a 3, da acusação de tentativa de homicídio contra Dario.

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