Skinheads que atacaram PM já haviam sido detidos

Dois dos três skinheads presos em flagrante na madrugada de anteontem por espancar um PM na Rua Augusta, região central de São Paulo, haviam sido detidos em novembro. Segundo a polícia, os irmãos Otávio da Silva Duque Pinto, de 25 anos, e Carlos Gustavo da Silva Duque Pinto, de 22, agrediram outra pessoa durante uma briga e foram acusados de lesão corporal e injúria racial. "Na época, os irmãos carregavam um livro que se chama Bíblia do Skinhead e um soco inglês. Eles assinaram um termo circunstanciado no 78º DP (Jardins)", afirmou a delegada Margarete Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Além dos três rapazes presos em flagrante, outros dois teriam participado da agressão ao PM. Cley dos Passos Costa, de 28, se apresentou à polícia anteontem, mas não está detido. Ontem, Margarete disse que o quinto integrante do grupo foi identificado. Por ser menor de idade, não teve a identidade nem o retrato divulgados.Os integrantes da gangue são acusados de agredir um cabo da PM de 40 anos à paisana, que teria ajudado um jovem negro humilhado pelo bando. A vítima fugiu, mas o cabo teve ferimentos graves no rosto e foi encaminhado à Santa Casa de São Paulo, em Santa Cecília. Ontem, o PM foi levado para sua casa, em Registro, no Vale do Ribeira. Segundo Margarete, a Decradi tem à disposição de vítimas um cadastro com nomes, fotos e outras informações de integrantes de grupos neonazistas. "A maioria tem entre 16 e 28 anos", diz. Atualmente, a Decradi investiga mais de 25 grupos de intolerância.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.