Skinheads são condenados a 21 anos de prisão

Terminou, por volta da 1h00, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste a cidade de São Paulo, os julgamentos de Juliano Fillipini Sabino e José Nilson Pereira da Silva, acusados pelo assassinato do adestrador de cães Edson Néris da Silva, morto no dia 6 de fevereiro do ano passado, na Praça da República, zona central da cidade de São Paulo. Silva foi atacado e assassinado a socos, pontapés e golpes de correntes de aço e soco inglês por um grupo de carecas, na madrugada daquele dia, por estar andando de mãos dadas com outro homem. Sabino e Nilson, líderes da grupo, foram condenados a 21 anos de prisão, sendo 19 por homicídio duplamente qualificado - sem chance de defesa e motivo torpe - e dois anos por formação de quadrilha. O grupo discriminava negros e homossexuais. O julgamento começou por volta de 14h30, no Fórum Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda. Um grupo com cerca de 20 membros da Associação do Orgulho dos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT), fez uma vigília ao lado de fora do plenário para acompanhar o julgamento. Outros quatro acusados pela morte do adestrados ainda serão julgados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.