Só BRA muda seus vôos para Viracopos

As demais empresas não definiram ações extras e as operações foram mantidas em Congonhas. Quem já tem viagem marcada deve manter a programação. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), apesar dos atrasos, os vôos decolam e chegam aos seus destinos sem problemas. O acidente em Congonhas não mudou nem modificará a rotina nos aeroportos, informou a estatal. As companhias aéreas em Brasília deram prioridade ontem para o embarque dos passageiros que deveriam ter ido para São Paulo no dia anterior e foram impedidos por causa do acidente em Congonhas. No início da tarde, todos os vôos estavam lotados por conta das transferências. Apesar disso, a TAM registrava queda no movimento normal de embarque. Informações da supervisão da empresa no aeroporto de Brasília apontavam para desistências entre 20% a 30% em cada vôo - desistência chamado pelas empresas de ''''no show'''', quando o passageiro não aparece para embarcar. A Varig informou que não possuía esse cálculo. Já a Gol se recusou a dar qualquer tipo de informação em Brasília. Ontem, os principais aeroportos brasileiros registraram 35% de atrasos em pousos e decolagens. Entre meia-noite e 19 horas, 1.573 vôos programados em 13 aeroportos tiveram atrasos além de uma hora. Foram 551 operações com problemas. O Aeroporto de Congonhas, que seguia operando apenas com a pista auxiliar, registrou 95 cancelamentos. O número equivale a 42% dos 226 vôos que estavam programados. Viracopos, Campinas, recebeu 15 vôos que deveriam pousar em São Paulo. Desde as 19h35 de terça-feira, a Infraero contabilizou 14 vôos alternados que aterrissariam em Congonhas e um em Guarulhos, caso em que o piloto considerou melhor optar pelo tráfego aéreo em Campinas. Ao todo, 1.126 passageiros que desembarcariam na capital chegaram a Campinas. Parte foi levada a São Paulo em 29 ônibus. O clima em Viracopos permaneceu tranqüilo do fim da noite de terça até o início da noite de ontem. O maior movimento ocorreu entre as 19h40 e 21 horas de terça, quando os passageiros dos primeiros vôos alternados chegaram ao aeroporto sem informações. ''''Nos disseram que não pousaríamos em Congonhas por problemas climáticos. Só quando descemos é que ficamos sabendo do acidente'''', afirmou Samir Dias. No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos), 68 dos 222 vôos previstos atrasaram e 2 foram cancelados. O Aeroporto Antonio Carlos Jobim, Galeão, no Rio, teve 39 atrasos e 19 cancelamentos em 138 vôos programados. Passageiros do vôo 3760, da TAM, que se dirigia de São Paulo para Campo Grande (MS), com conexão em Londrina (PR), precisaram ser remanejados para outra aeronave, na manhã de ontem, em razão da acusação de que uma pessoa estaria usando o telefone celular e se recusara a desligá-lo. Levado à delegacia da Polícia Federal, o passageiro alegou que se tratava de um palm-top usado para jogos. ''''Foi um mal-entendido, não se configurando crime'''', disse o delegado Joel Ciccotti. Os reflexos da tragédia com o Airbus A-320 da TAM, provocaram problemas no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, com 53,3% dos 60 vôos até as 19 horas atrasados. Em Goiânia (GO), 58,4% de 24 operações se encontravam na mesma situação, assim como 50% dos 54 vôos programados para Recife (PE) e 55,1% dos 29 vôos de Florianópolis (SC). Passageiros também precisaram de paciência em Brasília, com 49,4% dos 97 vôos programados atrasados. Em Curitiba (PR) o porcentual era de 49,3% em 71 vôos, e em Porto Alegre (RS), 48,3% dos 60 vôos não saíram na hora marcada. 35% dos vôos nos 13 principais aeroportos do País tiveram atraso de mais de uma hora 30% dos passageiros em cada vôo da TAM em Brasília não embarcaram ontem 15 vôos foram transferidos para Viracopos, 14 de Congonhas e um de Cumbica

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