''Só fazemos emergências quando ocorre calamidade''

O aumento de 103% nos contratos emergenciais para a execução de obras na cidade ocorreu por causa das enchentes do primeiro trimestre deste ano, segundo Marcos Penido, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. "Temos duas vertentes para fazer emergenciais: a defesa pontual do patrimônio público e a defesa da vida."Penido afirmou que não teve saída quando houve o desmoronamento de barranco em parte da Avenida Ricardo Jafet. "Uma licitação com bom trâmite leva no mínimo quatro meses. E, nesse caso, como nos outros em que assinamos as emergências, havia a necessidade de o poder público dar resposta imediata", afirmou. "Ninguém gosta da emergência. Ela causa transtorno para a administração porque exige mobilização."Questionado se os emergenciais são reflexo de falta de plano no combates às enchentes, Penido disse que não. "Existe o trabalho preventivo, com a limpeza dos córregos. Mas tivemos fenômenos naturais, como as tempestades de maio. O risco de desmoronamentos em áreas de invasão não pode esperar uma licitação", respondeu.Penido afirmou que nas outras duas gestões os contratos emergenciais ocorriam não só para o combate às enchentes, como para a limpeza. "A Siurb tem R$ 1,9 bilhão de contratos licitados (nos últimos cinco anos, incluindo os contratos da Secretaria de Educação)", disse Penido.Sobre o critério para a escolha das empresas beneficiadas, Penido citou a proximidade do canteiro de obras. "Tento ver qual empreiteira está com alguma obra próxima, para facilitar o deslocamento de mão de obra e equipamentos, ou por especialidade do serviço mesmo", completou Penido.

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