Só metade dos vistos para os EUA é emitida

Pane afetou banco de dados do Departamento de Estado; órgão diz que vai demorar ‘algumas semanas’ até que sistema volte ao normal

O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2014 | 22h14

O Escritório de Assuntos Consulares do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que, por causa da falha em seu banco de dados, conseguiu emitir apenas pouco mais da metade dos vistos previstos entre 20 e 28 de julho. O serviço pretendia entregar 425 mil documentos no período, mas processou cerca de 220 mil. O órgão também alertou que vai demorar “algumas semanas” até o sistema ser normalizado.

Enquanto isso, o órgão está priorizando vistos para casos de imigração, adoção, vistos médicos emergenciais e casos humanitários.

O escritório afirma que lamenta qualquer atraso, inconveniência ou gasto adicional que os solicitantes podem ter tido por causa da pane do banco de dados, mas diz que sempre orientou os viajantes a não fazer planos de viagem antes de ter o visto em mãos. 

Falha. O Escritório de Assuntos Consulares afirma que haviam sido registradas panes no passado, “mas não dessa magnitude”. O problema começou após o órgão fazer a atualização do software do Banco de Dados Consular (CCD, na sigla em inglês). O Departamento de Estado afirmou que está trabalhando com as empresas de tecnologia Oracle e Microsoft para “implementar mudanças no sistema para otimizar a performance e lidar com questões atuais de performance”.

“A causa (do problema) ainda não foi identificada. Os esforços atuais são para trazer o sistema de volta ao normal. Depois que isso ocorrer, vamos determinar a causa”, afirma o escritório, em nota.

O órgão também ressalta que teme repercussões negativas para o turismo nos Estados Unidos. No ano passado, visitantes estrangeiros gastaram US$ 180,7 bilhões no país e o setor sustenta 1,3 milhão de empregos. “Nós reconhecemos o impacto significante que viagens internacionais e turismo têm na economia dos Estados Unidos e estamos tomando todas as medidas possíveis para assegurar que o impacto seja mínimo”, diz o escritório.

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