Só sobraram as paredes da igreja de N.S. do Rosário

A imagem de Nossa Senhora do Rosário, padroeiera de Pirenópolis, e outras 12 imagens de santos foram os únicos objetos que puderam ser salvos do incêndio que destruiu, nesta madrugada, a igreja matriz de N.S. do Rosário, em Pirenópolis, que data da era colonial. Todo o interior da igreja, inclusive castiçais, porcelanas e afrescos no teto, foram destruídos. Só sobraram as paredes, mas também elas correm o risco de desmoronar. Até agora, a causa do incênio é desconhecida.A superintendente de Polícia Científica da Polícia Civil de Goiás, Helena Fernandes Martins, disse que somente a perícia a ser feita no interior da igreja para identificar as causas do incêndio levará de três a cinco dias. O pároco da igreja, Luis Virtuoso, não descarta a possibilidade de sabotagem. Ele lembrou que, ontem, avistou um foco de fogo no Morro do Frota, distante cerca de mil metros da igreja, e esse fato o levou a verificar pessoalmente se estava tudo normal no interior da igreja, que acabara de ser restaurada, ao custo de R$ 1 milhão. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, que tem casa em Pirenópolis, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, deslocaram-se para a cidade para verificar os estragos provocados pelo incêndio. Amaral disse que a Petrobrás e o BNDES já se comprometeram a ajudar na reconstrução da igreja e anunciou que vai tentar, também, o apoio de empresas privadas e de outras empresas estatais. Segundo Amaral, a matriz "era a alma da cidade". Ele lembrou que todas as manifestações culturais e religiosas da cidade começavam nela. O pároco relatou que percebeu o incêndio às 2h15. Inicialmente, tentou apagar o fogo com os quatro extintores existentes dentro da igreja, mas o fogo, muito forte, frustou a tentativa. Em seguida, chamou os bombeiros, mas, sem carro-pipa, os 20 soldados tampouco conseguiram controlar o fogo. Acabaram chamando os bombeiros de Anápolis, que só chegaram por volta das 6 horas e ajudaram a controlar o incêndio. O local foi isolado por causa de risco de desabamento das paredes que ficaram de pé.

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