Sob efeito de calmante, pais enterram professor

Os pais do professor universitário Alessandro Luis Fraga, de 33 anos, morto em Rondonópolis (MT) anteontem, acompanharam o enterro do filho ontem pela manhã sob o efeito de calmante. Os aposentados Luiz e Elza participaram da cerimônia amparados por parentes, na cidade de Catanduva, a 360 quilômetros a noroeste da capital paulista. O clima no município era de comoção e revolta. Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), colegas do curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, e amigos compareceram ao enterro, no Cemitério Monsenhor Albino. A mulher do professor, a fisioterapeuta Sílvia Helena, confidenciou a amigos que decidiu interromper o plano de construção de uma casa em Rondonópolis e vai retornar ao interior paulista. O primo Jorge Montalvão, que fala em nome da família, disse que o desgaste emocional foi "muito grande". O presidente da Câmara, Marcos Crippa (PTB), protocolou na tarde de ontem uma moção de pesar e condolências à família, que será votada na terça-feira.

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