Sob lupa, uma vasta coleção de diferenças

A embrionária proposta de fusão do PSDB ao DEM soa até agora como mais um tentativa desesperada da oposição de encontrar um rumo após o início da gestão Dilma Rousseff. Afinal, quando observados com lupa, os dirigentes desses dois partidos possuem mais divergências do que convergências em se tratando da raia miúda da política regional.

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2011 | 00h00

A atual crise enfrentada pelos tucanos em São Paulo não deixa de ser uma prova disso. Sua origem está na eleição de 2008, que colocou em campos opostos o Democratas, em torno de Gilberto Kassab, e o PSDB de Geraldo Alckmin. Não é diferente na Bahia, em Goiás e em outros Estados. Nesses casos, vale sempre o ditado antigo da política: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". A campanha de José Serra a presidente no ano passado também escancarou as desavenças entre os líderes na escolha do candidato a vice. Índio da Costa, pelo DEM-RJ, acabou escolhido contra a vontade inicial de Serra.

Se não conseguem se entender no varejo, no atacado os oposicionistas sequer ensaiam uma discussão sobre o que fazer e permanecem paralisados diante dos chamados "grandes temas naci0nais", como a ameaça da inflação e os problemas de infraestrutura do País.

A única luz surgida até agora veio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que propôs um rumo ao eleger a classe média emergente como um foco, mas sua proposta acabou deturpada até entre os oposicionistas, que enxergaram nela, erroneamente, uma virada de costas aos pobres.

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