Sobe para 11 o número de mortes pela chuva em São Paulo

Subiu para 11 o número de mortes causadas pelas chuvas no Estado de São Paulo desde o início da Operação Verão, em 1º dezembro do ano passado, segundo as estatísticas da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Em dezembro, foi registrado apenas um óbito. No mês de janeiro, morreram 9 pessoas. Em fevereiro, até esta terça-feira, 6, havia ocorrido a morte de Donato Versola, de 76 anos, atingido por um raio, no último dia 3, em São Carlos, região de Araraquara. No período, sete pessoas ficaram feridas e 4.037 desabrigadas. As chuvas causaram estragos em 98 municípios e, destes, 36 decretaram situação de emergência. Os números são menos dramáticos do que no mesmo período do ano passado, segundo a Defesa Civil. Entre 1º de dezembro de 2005 e 6 de fevereiro de 2006, as chuvas causaram 18 mortes e deixaram 43 feridos no Estado. Os 66 municípios atingidos tiveram 1.071 pessoas desabrigadas. De acordo com o tenente Rodrigo Quintino, do setor de comunicação social da Defesa Civil, o monitoramento das condições do tempo e a atuação preventiva podem ter tido influência na redução de mortes. O Centro de Gerenciamento de Emergências emite boletins preventivos e os repassa para as regiões que, eventualmente, serão atingidas. "Graças ao grande poder de articulação com outros órgãos, é possível fazer a remoção preventiva de famílias em áreas de risco, por exemplo." Foi o que ocorreu, segundo ele, em Paraguaçu Paulista, no oeste do Estado, onde a intensidade da chuva de janeiro colocou em risco os moradores residentes abaixo da linha de água de uma grande represa. Quando a barragem estourou, as casas foram inundadas já vazias. O período de alerta para enchentes vai até o dia 31 de março e há previsão de mais chuvas. Áreas de risco Dos 645 municípios paulistas, 110 apresentam áreas de maior risco e estão localizados, principalmente, nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Litoral Norte e Baixada Santista (Serra do Mar). O Vale do Ribeira registrou, em 1983, a maior enchente já atendida pela Defesa Civil estadual, desde sua criação. Na época, 32 pessoas morreram e 65 mil ficaram desabrigadas. Em 2000, o Vale do Paraíba foi atingido por enchentes e deslizamentos, com saldo de 11 mortes e 6,5 mil desabrigados. Além do trabalho preventivo, a Defesa Civil, que completa 31 anos no próximo dia 9, atua no atendimento às vítimas e na recuperação dos estragos. O sistema foi criado depois que o Estado viveu o drama de grandes desastres, como o temporal que atingiu Caraguatatuba em 1967, e os incêndios dos edifícios Andraus (1972) e Joelma (1974), em São Paulo.

Agencia Estado,

06 Fevereiro 2007 | 17h12

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