Sobe para 114 número de vítimas identificadas

O Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo identificou na tarde de ontem, os corpos da adolescente Julia Elizabete Caballero Gomes e da irmã, Maria Isabel Caballero Gomes, vítimas do acidente com o Airbus A320 da TAM, no dia 17. Com isso, subiu para 114 o número total de vítimas identificadas, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).A TAM ainda aguarda laudos de liberação da Polícia Técnica, Prefeitura, Subprefeitura da Vila Mariana e Polícia Federal para que seja decidida a derrubada do prédio da sua divisão de cargas, a TAM Express, atingido pelo A320. Segundo a Defesa Civil, não está decidido o método de derrubada do prédio - se será uma demolição controlada ou uma implosão, que vai requerer o isolamento da área. Tal definição deve levar, no mínimo, mais uma semana, apesar de o prédio estar com 10 centímetros de inclinação e correndo o risco de cair.A Defesa Civil não soube informar porque o prefeito Gilberto Kassab disse, na sexta-feira, que o prédio seria posto abaixo ainda no domingo, pois tal decisão caberia à TAM. Kassab alegou pressa para liberar o trânsito na Avenida Washington Luís, em frente ao prédio, para evitar congestionamentos na semana de volta às aulas. Porém, apenas o Corpo de Bombeiros, que já concluiu as buscas no local, liberou o que restou da construção para a proprietária decidir o que fazer. De qualquer modo, a companhia aérea informou que quer se assegurar de que nenhuma pista ainda precisa ser recolhida pelos órgãos que investigam o acidente.Vinte e dois dos 27 imóveis do entorno de Congonhas interditados após a tragédia continuam fechados, além do posto de gasolina atingido pelo Airbus e do prédio da TAM Express. Três foram liberados ontem, na Rua Baronesa de Bela Vista, mas os proprietários ainda não haviam assinado os termos de desinterdição. Segundo a Defesa Civil, um dos donos mora no interior do Estado, outro é um comerciante que não quer reabrir na rua deserta e o terceiro não foi localizado.

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