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Sobe para 153 número de mortos na guerra do PCC

A onda de ataques iniciada na noite de sexta-feira, 12, em São Paulo, deixou 41 policiais, quatro civis e 93 possíveis agressores mortos no Estado de São Paulo, informou o governo estadual no fim da tarde. Com isso, sobe para 138 o número de mortos nos ataques. Somando-se os 9 presos mortos durante rebeliões, o número vai para 147. Dos 138, 23 eram policiais militares, 7 policiais civis, 3 guardas municipais, 8 agentes de segurança penitenciária, além de 4 cidadãos comuns. Segundo o balanço do governo, foram 281 ataques, 82 deles a ônibus, 17 a bancos ou caixas eletrônicos, um ataque a uma estação do Metrô e um ataque a uma garagem de ônibus. Também ocorreram 54 ataques a residências de policiais. Foram presos 122 suspeitos e apreendidas 134 armas. Os últimos dados da Secretaria de Segurança Pública, divulgados nesta terça-feira, 16, registravam 71 supostos criminosos mortos na reação policial aos ataques, que também tiraram a vida de 23 policiais militares, seis policiais civis, três agentes da Guarda Civil Metropolitana, oito agentes penitenciários e quatro civis. A onda de violência começou na última sexta-feira à noite com uma represália da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a transferência de 765 detentos, entre eles seus líderes, a prisões de segurança máxima.Apesar de as autoridades terem garantido que mantêm o controle da ordem pública em todo o estado de São Paulo, nesta madrugada houve ataques em ações que tiveram como resultado sete mortos entre os agressores, segundo a versão oficial.Segundo o coronel da PM Elizeu Eclair, nem todos os episódios de violência ocorridos nesta madrugada em São Paulo podem seratribuídos ao crime organizado, mas sim a outros criminosos queaproveitam a situação de pânico para agir.Organismos de direitos humanos denunciaram que, para responder à ofensiva do PCC, a Polícia de São Paulo foi às ruas para matar, indiscriminadamente, muitos indivíduos tidos apenas como suspeitos. "O clima de terror não pode se tornar uma carta branca para matar", disse o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves". (Com EFE)

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 19h15

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