Sobe para 20 o número de bebês mortos na Santa Casa do Pará

Saúde descarta a hipótese de que alguma das mortes tenha sido provocada por infecção hospitalar

Carlos Mendes, de O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2008 | 16h53

Vinte bebês, até agora, morrreram em menos de uma semana na Santa Casa de Misericórdia do Pará, depois que a secretária estadual de Saúde, Laura Rosseti, confirmou na manhã deste sábado, 28, que mais oito crianças haviam morrido entre a segunda e a sexta-feira desta semana. No final da semana passada, doze bebês já tinham morrido na UTI neonatal, provocando a investigação dos Ministérios Públicos Estadual e Federal para apurar os fatos.  Segundo a secretária, a vigilância descarta a hipótese de que alguma das mortes tenha sido provocada por infecção hospitalar, mas alguns "indicativos" já foram levantados e estão sendo analisados para uma posterior confirmação. Indagada a respeito da falta de médicos, Laura afirmou que faltam na Santa Casa 70 profissionais especializados, principalmente médicos neonatais e que serão contratados novos leitos, fora do hospital, para assegurar uma melhor assistência às pacientes. Segundo Rosseti, alguns dos oito bebês que morreram entre segunda e sexta-feira teriam chegado mortos ao hospital, mas ela não disse quantos. "A maioria desses bebês veio do interior do Pará e tinha quadro gravíssimo", segundo a secretária. O promotor de justiça Ernestino Silva informou que o Ministério Público já abriu procedimento para investigar as novas mortes. A secretária anunciou a criação de uma comissão interprofissional que vai buscar soluções para os problemas estruturais e de saúde do hospital. Cinco profssionais de saúde e três engenheiros deverão fazer parte do grupo. O trabalho começa na segunda-feira

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