Sobe para 28 o número de vítimas das chuvas no RJ

As chuvas no Estado do Rio de Janeiro deixaram 28 pessoas mortas e cerca de 13 mil desabrigados desde o começo de 2007. A previsão de tempo instável, nublado e com chuvas, aumenta o temor dos 12 municípios que tiveram estado de calamidade pública decretado por conta das chuvas.A região de Campos, no norte fluminense é uma das mais afetadas, junto com a região serrana do Estado. Elas têm o maior número de desabrigados e a Defesa Civil do Rio de Janeiro faz atendimento prioritário nos locais. A trégua da chuva nos últimos dois dias ajudou os municípios, que ainda temem novas tempestades.Outra duas mortes foram confirmadas nesta segunda-feira, 8, na cidade de Campos, em decorrência das enchentes. As vítimas foram uma mulher e um rapaz cujos carros caíram em uma vala e foram levados pela força das águas. Até domingo, outras duas pessoas haviam morrido, o menino Matheus Guedes de Oliveira, de 4 anos, e Anselmo Gonçalves Batista de 48 anos. Ambos se afogaram.Ajuda federalO governo federal reconstruirá as casas destruídas no Rio pelas fortes chuvas que caíram no Estado desde o fim de 2006 e financiará os gastos na infra-estrutura das moradias. Um plano de ação deve ser anunciado nesta segunda-feira.O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse no domingo que o Estado vai receber recursos do governo federal por meio de uma Medida Provisória para recuperar as áreas atingidas pelas fortes chuvas no Rio, principalmente a Região Serrana, e dar assistência aos desabrigados e desalojados. Ele estima que a medida será editada em, no máximo, 48 horas. Só o Estado precisará de R$ 35 milhões para reparo de estradas e pontes. "Estamos enfrentando problemas sérios do ponto de vista financeiro no Rio de Janeiro", declarou o governador. "Não tenho a menor dúvida de que o presidente da República e seus ministros sensíveis ao problema do Rio darão o apoio necessário por intermédio de uma medida provisória para suprir as necessidades do Estado".Os recursos serão liberados via Caixa Econômica Federal (CEF), a partir da apresentação do diagnóstico da situação por parte das autoridades municipais e estaduais. O cenário foi traçado para o Estado pelo secretário nacional de Defesa Civil, coronel bombeiro Jorge Pimentel. Ele participou de uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e prefeitos das cidades atingidas pelas catástrofes, na tarde de domingo. Serão formados ainda núcleos comunitários para trabalho preventivo em defesa civil na região. Pimentel informou que a administração federal reconhecerá a decretação de estado de calamidade pública nos municípios. O estado de calamidade será decretado a partir desta semana. O governo do Rio publicará os primeiros decretos, nos próximos dias, conforme chegarem os pedidos das prefeituras. Na prática, os prefeitos declaram o estado ou a situação de emergência, o governo do Estado homologa e o Poder Executivo federal reconhece, afirmou o secretário nacional de Defesa Civil. Assim, os procedimentos de apoio à crise são agilizados. Matéria alterada às 15h30 para atualização de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.