Sobe para 44 número de mortos em naufrágio no Pará

O barco D. Luiz XV foi içado no fim da tarde de hoje do fundo do Rio Pará. Mergulhadoresencontraram mais nove corpos de passageiros dentro da embarcação aumentando para 44 o número de mortos no acidente. Dos corpos encontrados hoje, cinco estavam com colete salva-vida, mas esses passageiros não conseguiram escapar porque ficaram presos nos camarotes. A perícia no barco foi iniciada hoje.Hoje também, de acordo com o comando do 4.º Distrito Naval e a Capitania dos Portos, foi resgatado na praia do Cururu o corpo de uma criança de aproximadamente quatro anos. O barco tinha capacidade para transportar 140passageiros, mas conduzia mais de 350 na noite de terça-feira, quando afundou. Pelo menos 299 pessoas sobreviveram à tragédia. Mas ainda há 11 desaparecidos, segundo avaliação de oficiais doCorpo de Bombeiros responsáveis pelas buscas na área das baías do Marajó e Arrozal e ao longo do Rio Pará.O D. Luiz XV foi retirado do fundo do rio por umguindaste flutuante com capacidade para levantar 230 toneladas. Agora, a embarcação deve ser levada ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, onde será vistoriada.Um nova tragédia foi evitada hoje pela manhã num porto de Belém. O barco Comandante Ayres II foi detido por homens da Capitania dos Portos quando se preparava para zarpar superlotadode passageiros para o município de Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó.Com capacidade para transportar 157 passageiros, o barco estava com 345 pessoas a bordo. Segundo os passageiros, o dono da empresa que vendeu as passagens, Nelson Ayres, sabia da superlotação, mas insistia em autorizar a viagem, arriscando avida de todos. "O problema é que havia muitas cortesias e pessoas idosas, que viajam sem pagar", tentou justificar Ayres. A viagem foi cancelada e o dinheiro das passagens devolvido, emmeio aos protestos dos passageiros.

Agencia Estado,

21 de dezembro de 2002 | 19h45

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