Sobe para 49 o número de detidos em manifestação no Rio

Maior foco de confusão ocorreu nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, nessa quinta-feira, 11

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

12 Julho 2013 | 10h55

Atualizado às 18h35

RIO - Quarenta e nove pessoas foram detidas, entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, 12, no Rio, durante as manifestações que terminaram em pancadaria no centro e nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na zona sul. A informação é da Polícia Civil.

No protesto organizado por centrais sindicais, 25 detidos foram encaminhados à 5ª DP (Lapa) em duas ocorrências. Apenas três ficaram presos, mas foram soltos no fim do dia após advogados voluntários conseguirem habeas corpus na Justiça. Rodrigo Faria Barreto, de 20 anos, Armando Herz de Faria, de 19, e Francisco Iranildo Nunes Alves, de 24, foram presos em flagrante na Avenida Chile acusados de arremessar pedras em policiais militares, ônibus e lojas. Eles foram autuados por formação de quadrilha, lesão corporal, desobediência e corrupção de menores. O grupo estava acompanhado de dois adolescentes de 17 anos, que vão responder por fato análogo aos crimes de lesão corporal, desobediência e formação de quadrilha.

"Meu filho não é baladeiro, não bebe, não fuma, estuda veterinária e está começando a vida agora. É apenas simpatizante das manifestações. Quando começou a confusão, ele estava no local errado e na hora errada e entrou de bode expiatório. Quando a polícia tem ordem para dispersar a multidão para ver se para com o vandalismo, acaba sobrando para qualquer um", desabafou Silva Herz, mãe de Armando, na 5ª DP.

Um menor de 17 anos foi apreendido por PMs com um escudo de madeira com a inscrição BB, um capacete de soldador, pacotes de gaze, rolos de esparadrapos e uma máscara de oxigênio feita de garrafa pet. Ele contou a PMs que o levaram à 5ª DP que é enfermeiro do grupo autointitulado Black Blocs (formado por jovens vestidos de preto e rostos cobertos, de cunho anarquista e que caminham à frente das manifestações). O adolescente teria dito ainda que estava no protesto para socorrer integrantes do grupo feridos. Na delegacia, ele não quis prestar depoimento formal. Foi indiciado por fato análogo a formação de quadrilha, e depois entregue aos pais, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Outros 12 manifestantes detidos pela PM foram liberados da delegacia após prestarem depoimento. Nove foram indiciados por crimes de menor potencial ofensivo e vão responder em liberdade. Os inquéritos serão encaminhados ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Em outra ocorrência registrada na 5ª DP, seis maiores foram detidos. Dois por dano ao patrimônio, acusados de depredarem um ônibus, e outros dois por porte de canivete e soco inglês. Os quatro foram indiciados e vão responder em liberdade. Os outros dois foram liberados após depor. Três menores foram encaminhados à delegacia para averiguação e liberados.

Palácio Guanabara. Na zona sul, após a confusão nas imediações do Palácio Guanabara, 23 manifestantes foram levados à 9ª DP (Catete). Oito pessoas foram autuadas e liberadas após assinarem o termo circunstanciado. Um adolescente foi apreendido com uma bomba de gás lacrimogêneo no bolso e encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Outro menor liberado após seus pais assinarem um termo de responsabilidade. Treze foram ouvidos e liberados por não haver nada contra eles.

Na 12ª DP (Copacabana), uma pessoa foi autuada por desacato.

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