Sobe para 8 número de mortos em acidente com ônibus

Foram retomadas hoje, em clima tenso e de comoção, os trabalhos de resgate dos corpos das vítimas do acidente com um ônibus ocorrido na noite de ontem, em Jaboticabal, no interior de São Paulo. No total, são 65 homens do Corpo de Bombeiros, sendo 40 de São Paulo. Mergulhadores e cães farejadores também foram utilizados nas buscas. Oito pessoas morreram e outras quatro ainda continuam desaparecidas. Dezoito trabalhadores rurais sobreviveram. As fortes chuvas e, provavelmente a imprudência do motorista de um ônibus que transportava pelo menos 30 trabalhadores rurais bóias frias causaram o grave acidente na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (BR-340), que liga as cidades paulistas de Matão e Colônia, na divisa com Minas Gerais. O coletivo foi arrastado pelas águas de um córrego para a represa de Monte Alto. O acidente aconteceu por volta das 21h, próximo à cidade de Jaboticabal, região de Ribeirão Preto. Segundo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Estadual, o córrego do Tijuco, em Monte Alto, transbordou e invadiu a pista da Rodovia José Pizarro, que liga aqueles dois municípios.Como o rio atingiu cerca de 20 metros de largura, os soldados do Corpo de Bombeiros tiveram que entrar na mata das margens para procurar corpos. Um helicóptero com integrantes da Defesa Civil do Estado sobrevoou a área. Os corpos foram encontrados de 600 metros a cinco quilômetros de distância do local do acidente. A concessionária da rodovia - a Triângulo do Sol - fez reparos no acostamento da pista e o trânsito foi liberado durante a manhã.De acordo com a Defesa Civil, o volume de água veio mesmo das chuvas que atingiram a região. De acordo com a estação agroclimatológica da Unesp de Jaboticabal, em 12 horas choveu 85mm. É o maior volume desde janeiro de 1977, quando o índice chegou a 87,8mm.AlagamentosAlém do grave acidente, a chuva provocou outros problemas em Jaboticabal. Um rio que corre entre as pistas da avenida Carlos Berchieri, a marginal da cidade, também registrou alguns pontos de alagamentos, dificultando o trânsito de veículos. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o grande volume de águas provocou o rompimento de duas adutoras, reduzindo para 50% o fornecimento de água da cidade. A prefeitura estima que se o tempo melhorar, o abastecimento pode voltar ao normal hoje.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2004 | 12h49

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