Sobe para cinco o número de mortos pela chuva no Rio

Na manhã desta quinta-feira, 7, foi encontrado o corpo de Lucas Alex Garcia, de 15 anos, desaparecido na terça na zona norte da capital

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

07 Março 2013 | 10h54

RIO - Subiu para cinco o número de mortos em consequência do temporal que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro na noite de terça-feira, 5. Na manhã desta quinta-feira, 7, foi encontrado o corpo de Lucas Alex Garcia, de 15 anos. Ele desapareceu após ser levado pela correnteza de um rio que transbordou em Cordovil, na zona norte. O rapaz foi localizado embaixo de um viaduto próximo ao local onde familiares afirmaram que ele havia caído.

A vendedora de doces Raimunda Neves da Silva, de 58 anos, e a polonesa Magdalena Teresa Rosa, de 32, morreram eletrocutadas na zona sul da cidade. A estrangeira estava grávida e morreu a cerca de 50 metros do local onde estava hospedada, no Largo do Machado, após pisar numa poça d´água que escondia um fio desencapado. Já Raimunda estava numa banca de jornal no bairro do Catete e morreu após sair do local para retirar sua carroça de doces da rua.

O vigia José Rodrigues da Silva, de 48 anos, morreu após uma árvore - derrubada por um raio - cair sobre ele na Estrada do Camorim, em Jacarepaguá, na zona oeste. Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, João Maia, de 63 anos, morreu após ter sido atingido por um muro que desabou.

Pelo menos três pessoas ficaram feridas devido a desabamentos causados pela chuva. A queda de uma marquise na Rua Hadock Lobo, na Tijuca, zona norte, feriu dois idosos. Conceição da Silva, de 65 anos, e um homem sem identificação foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Em Vigário Geral, uma casa desabou e feriu Adriana Ferreira da Silva, de 38 anos. Ela foi socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Doze bairros da capital e pontos de outras sete cidades vizinhas ficaram sem energia elétrica. Três estações do metrô na zona norte (Saens Peña, São Francisco Xavier e Afonso Pena) precisaram ser fechadas porque a água avançou sobre os trilhos. A circulação de trens suburbanos da SuperVia também ficou suspensa por mais de uma hora. A estação Central do Brasil ficou lotada. O Aeroporto Santos Dumont, no Centro, ficou fechado por 40 minutos, segundo a Infraero.

Em 24 favelas das zonas norte e oeste foram acionadas sirenes preventivas para alertar os moradores sobre riscos iminentes de deslizamento de encostas. Nestes casos, a população é orientada a deixar suas casas e se abrigar em pontos de apoio previamente estipulados pela Prefeitura.

O temporal também alagou completamente a área do novo gramado do Maracanã, que está sendo reformado para a Copa das Confederações este ano e para a Copa do Mundo de 2014. NO entorno do estádio, ruas também ficaram alagadas e máquinas usadas na obra chegaram a ficar submersas. Apesar dos danos, o governo do Estado informou que não haverá atrasos na entrega do estádio, previsto para 27 de abril.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.