Sobe para quatro o número de mortos após tempestade no Estado do Rio

Na capital, mulher de 45 anos morreu após carro em que estava ter sido atingido por árvore e jovem de 16 foi eletrocutado; ventos chegaram a 98 km/h

Sergio Torres e Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2013 | 08h26

Atualizado às 12h56.

RIO - Subiu para quatro o número de mortos em decorrência do temporal que atingiu o Rio de Janeiro na noite de quinta-feira, 5. Um jovem de 16 anos morreu eletrocutado ao encostar em um fio de energia elétrica solto, durante a tempestade que atingiu a capital, na noite dessa quinta, no bairro de Guaratiba, zona oeste. O acidente ocorreu na Favela da Foice. A vítima ainda não foi identificada pelos bombeiros.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Leila dos Santos, de 45 anos, morreu após uma árvore cair sobre o carro onde ela estava, por volta das 22h. O acidente foi na Estrada Roberto Burle Marx, em Guaratiba, na zona oeste da capital fluminense. Márcia Camargo, de 43 anos, também estava no veículo e ficou ferida. Ela foi levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste. As outras duas mortes ocorreram em Cabo Frio, na região dos Lagos, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Trechos de vários bairros das zonas oeste e norte do Rio, atendidos pela Light, continuam sem energia elétrica nesta sexta-feira, 6. Moradores de municípios atendidos pela Ampla também reclamam de falta de luz nas redes sociais esta manhã.  Houve desmoronamentos, enchentes e até chuva de granizo, que atingiu a cidade serrana de Petrópolis, onde uma casa foi destruída na queda de uma barreira.

Em Cabo Frio (município da Região dos Lagos), o lavrador Alexandro dos Santos, de 18 anos, morreu no canavial em que trabalhava, atingido por um raio. Em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense), Vera Lúcia, de 60 anos, morreu soterrada quando uma avalanche de lama e pedras devastou o casebre em que morava, no distrito de Comendador Soares.

Transtornos. Na capital fluminense, o tempo fechou no final da tarde, após um dia inteiro de calor intenso, quando a sensação térmica aproximou-se dos 50 graus. Um intensa ventania atingiu a cidade antes da chuva. Ventos de até 98 km/h derrubaram árvores em vários bairros.

Quando a chuva chegou, rios como o Maracanã (zona norte) saíram dos leitos, interrompendo o trânsito e arrastando carros. A Defesa Civil da Prefeitura do Rio informou que houve 44 ocorrências entre 17h30 de quinta e 5h30 desta sexta.

No auge da tempestade, o Aeroporto Santos Dumont, no centro, chegou a fechar para pousos e decolagens.

O tempo amanheceu bom no Rio. Faz sol e calor, mas o Instituto de Meteorologia não descarta a possibilidade de novos temporais ao fim do dia.

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