Sobe para quatro o número de mortos pela chuva no Paraná

Mais de quatro mil pessoas são afetadas pela chuva no Estado; em São Paulo, capital está em estado de atenção

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

31 Janeiro 2010 | 18h05

Subiu para quatro o número de vítimas da chuva em Sengés, na região norte do Paraná, divisa com São Paulo. Segundo o subtenente Nilson Ramos, da defesa civil do estado, a quarta vítima era uma das três pessoas que estavam desaparecidas. Até o momento, morreram um homem, de 70 anos, um menino, de 3 anos, e duas mulheres, uma de 34 anos e a outra sem idade definida. Há ainda duas pessoas desaparecidas e 17 feridos.

 

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A cidade de Sengés permanece isolada depois que as duas pontes que ligam o município a São José da Boa Vista e Itararé caíram com a cheia dos rios que passam pelas cidades e permanece sem comunicação via telefone ou rádio.

 

Além de Sengés, as cidades em piores situações são Tomazina, Pinhais e Campo Magro. O Corpo de Bombeiros de Jaguariaíva montou, neste domingo, uma base em Sengés por onde fazem contato com a corporação, por meio de rádio amador, segundo o subtenente Ramos.

 

O número de pessoas afetadas em decorrência das chuvas no estado é de 4.041. O número de desabrigados é de 1.106 (pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos) e de desalojados, de 748 pessoas (as que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares). Foram danificadas 764 casas. O número de casas destruídas chega a 81. O norte do Paraná tem a situação mais grave, de acordo com a Defesa Civil.

 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de pancadas de chuva rápidas em todo o estado.Os municípios que até o momento informaram problemas com as chuvas são: São José da Boa Vista, Almirante Tamandaré, Jaguariaíva, Campo Largo, Campo Magro, Sengés, Arapoti, Ibaiti, Pinhalão, Sapopema, Tomazina, Colombo, Campina Grande do Sul e Ibiporã. O município de Pinhais enfrentou problemas com o aumento do nível das águas dos rios Palmital e Iraí. Segundo a defesa civil de Pinhais, os rios voltaram a níveis próximos do normal e as pessoas puderam voltar para suas casas

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