Sobe para seis o número de mortes por chuvas no Espírito Santo

Em todo o Estado, mais de 40 mil pessoas tiveram que deixar suas casas

Felipe Cordeiro, de O Estado de S. Paulo e Jheniffer Sodré, Especial para o Estado,

23 Dezembro 2013 | 12h18

Subiu para seis o número de vítimas que morreram em consequência das fortes chuvas que caíram nos últimos dias no Estado do Espírito Santo. Uma pessoa morreu em Laranjal, no município de Itaguaçu, no último domingo, 22. As demais mortes ocorreram em Colatina, Nova Venécia, Baixo Guandu e Paraju, além de outra em Itaguaçu. Outras 45 pessoas estão feridas.

O número de pessoas que tiveram que deixar suas casas soma 40.150 em todo o Estado até as 12h desta segunda-feira, 23, sendo 5.307 desabrigados, que estão em abrigos municipais. Já os 34.843 desalojados foram para casa de parentes e amigos. Além disso, já são 45 municípios afetados. Destes, 22 decretaram anormalidade (situação de emergência ou estado de calamidade pública). A Secretaria Nacional de Defesa Civil está enviando alertas de risco muito alto de inundação e deslizamento de terra na região serrana e de alagamentos em Linhares e Colatina por causa do nível do Rio Doce, acima da taxa de inundação.

Há mais de sete dias o estado do Espírito Santo vive uma das piores temporadas de chuva desde 1979. A média histórica para dezembro não chegava aos 300 milímetros, e desta vez deve ultrapassar os 700, segundo informações do Instituto Meteorológico Incaper.

Os locais mais prejudicados estão no interior, como as cidades de Santa Maria de Jetibá, Itaguaçu e Santa Leopoldina. Segundo o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edmilton Aguiar, os municípios da Grande Vitória não sofrem tanto quanto os do interior por estarem em uma região mais plana e com melhor infraestrutura. "Embora também tenham sido bastante afetados com as fortes chuvas, principalmente por conta da impermeabilização do solo, as localidades da região metropolitana estão em situação menos grave que as do interior, onde há muitas encostas, morros e riscos de desabamento", reforça o coronel.

Para atender as demandas dos locais mais afetados e dar apoio à população desabrigada, há uma equipe trabalhando diariamente com 500 bombeiros, 72 integrantes da força nacional, 23 militares do exército e sete da aeronáutica, quatro helicópteros, além de carros e caminhões. 

A boa notícia é que, após uma semana de chuvas fortes, a previsão é de que a intensidade das precipitações diminua nos próximos dois dias. Segundo o presidente do Instituto Meteorológico Incaper, Evair Vieira de Melo, a zona de convergência que trouxe todo esse volume de água para o Espírito Santo está se deslocando para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, e nas próximas 48 horas devem ocorrer apenas chuvas fracas ou moderadas.

"Até agora o alerta era para precipitações fortes, mas o risco passou e não teremos mais os estragos de antes", frisa Melo. Nesta segunda-feira, 23, o tempo continua instável em todo o Espírito Santo com chuvas intermitentes em todo o território. Nas regiões Sul, Serrana, Grande Vitória, Noroeste e nos municípios situados ao sul do Rio Doce, pode ocorrer volumes significativos de chuva.

Doações de cesta básica e água mineral podem ser feitas nos seguintes locais:

1º Batalhao da Polícia Militar

Av Maruipe, 2115, Maruipe, Vitoria – (27) 3636-7306

2º Batalhao da Polícia Militar

Av Guanabara, 40, Bairro Iolanda, Nova Venécia - (27) 3752-4200

4º Batalhão da Polícia Militar

Av Nossa Senhora da Penha, 118, Ibes, Vila Velha – (27) 3636-0400

11º Batalhao da Polícia Militar

Rua Vereador Antonio Roas Ruebra, 293, Centro, Barra de São Francisco – (27) 3756-8400

12º Batalhao da Polícia Militar

Rua Washington Luiz, 599, Bairro José Rodrigues Maciel, Linhares – (27) 3372-7853

Escola Honório Fraga

Rua Nossa Senhora Aparecida, 204, São Silvano, Colatina – (27) 3722-3247

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