Polícia Civil
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Sobe para sete número de mortes que podem estar relacionadas a consumo de cerveja da Backer

De acordo com a Polícia Civil, o corpo de uma pessoa que faz parte da lista de suspeitos de terem sido contaminados está passando por necropsia nesta segunda-feira, 9.

Leonardo Augusto, especial para, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2020 | 13h42

BELO HORIZONTE - Subiu para sete o número de possíveis mortes provocadas pela substância dietilenoglicol após o consumo da cerveja Belorizontina, da empresa Backer, em Minas Gerais. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o corpo de uma pessoa que faz parte da lista de suspeitos de terem sido contaminados pela substância está sendo necropsiado nesta segunda-feira, 9, no Instituto Médico Legal (IML) da capital mineira. 

Ainda não há confirmação sobre a identidade da vítima. A morte anterior envolvendo suspeitas sobre  o consumo da cerveja foi registrada em 1 de fevereiro. Em seu último boletim, divulgado em 17 de fevereiro, a Secretaria de Estado de Saúde informou haver, até a data, "31 casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol". Do total, 26 pessoas são do sexo masculino e cinco, do sexo feminino.

Na sexta-feira, 6, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou pedido da Backer e desbloqueou parcialmente bens que estavam retidos desde o dia 14 de fevereiro a pedido do Ministério Público. O objetivo é o de auxiliar vítimas que consumiram o produto e seus familiares. O bloqueio, de inicialmente R$ 100 milhões, foi reduzido para R$ 5 milhões.

No despacho, o desembargador estabelece ainda critérios para as famílias receberem o auxílio da Backer. O magistrado determina a apresentação à Justiça "de exame toxicológico ou outro documento que comprove, de forma idônea, que os danos causados à vítima decorreram do consumo da substância tóxica encontrada nas cervejas produzidas pela agravante, para o custeamento dos procedimentos médicos não cobertos pelos planos de saúde, incluindo a aquisição de medicamentos e despesas dos acompanhantes", além de suporte psicológico.

Sobre a morte de mais uma possível vítima de intoxicação pelo dietilenoglicol, a Backer afirmou, em nota, que "lamenta o ocorrido e já entrou em contato com a família, se colocando à disposição para ajudar no que for necessário". A empresa afirma, ainda, que, "com a decisão do Tribunal de Justiça, da última sexta-feira, que acolheu os argumentos da empresa e desbloqueou parcialmente os bens, a Backer finalmente terá condições de oferecer suporte aos clientes e às famílias, como sempre foi o nosso desejo".

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