Sobe para sete o número de mortos em naufrágio no Maranhão

Entre as vítimas do acidente, três eram de uma mesma família

Ernesto Batista, do Estadão

04 de agosto de 2007 | 13h41

Outros três corpos de passageiros da embarcação Rafael, que naufragou em Cururupu, a 140 km de São Luís, foram resgatados neste sábado, 4, no litoral oeste do Maranhão. Com isso sobe para sete o número de vítimas fatais no acidente. As buscas continuam por que ainda há dois passageiros desaparecidos, mas há poucas chances de serem encontrados com vida. As três vítimas resgatadas eram da mesma família - Arlinda Ferreira Gotinho, 42 anos; Arlene Ferreira Gotinho, 23 anos; e Everton Cauã Silva Gotinho, de 3 anos - foram achados na praia de Valha-me-Deus, no povoado Ponta de Fora, a 20 km do local do naufrágio. Outros dois mortos - Maria de Fátima Dias, 54, e uma criança de dois anos, identificada apenas pelo primeiro nome, Crisma - também já foram reconhecidas pelos parentes. Os demais corpos ainda não foram identificados.  Segundo a Polícia Civil, o acidente aconteceu depois que o dono da embarcação, identificado apenas pelo primeiro nome, Osmar, tentou fazer uma manobra com a vela. Porém o mastro quebrou e a embarcação virou. O barco Rafaela - que era do tipo biana, uma embarcação regional á vela típica do litoral maranhense - era um barco de pesca e não tinha autorização para fazer o transporte de passageiros.  Ao todo haviam cerca de 25 pessoas a bordo na hora do naufrágio e 16 pessoas foram resgatadas com vida. A tragédia aconteceu com um grupo formado em sua maioria por mulheres e crianças, que saíram do povoado de Porto Alegre para ir a Cururupu para receber os recursos do Bolsa Família e da aposentadoria no banco da cidade, o único da região. Em 2005, um outro acidente parecido aconteceu em São José de Ribamar, localizada há 32 km de São Luís, deixou 14 mortos, sendo que nove eram crianças e adolescentes e quatro das vítimas eram da mesma família. Na ocasião, outra biana, a Estrela Dalva I, virou ao ser atingida por uma onda e a embarcação também estava lotada. Um inquérito foi aberto pela polícia e pela Capitânia dos Portos, porém os resultados das investigação nunca foram divulgadas.

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