Sobel pede desculpas e diz não saber ´explicar o inexplicável´

O rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP) disse neste domingo que não sabe "como explicar o inexplicável" e pediu desculpas pelo "transtorno causado". Em entrevista coletiva no Hospital Albert Einstein, onde está internado desde a madrugada da sexta, Sobel afirmou ainda que tomou remédio sem permissão médica."Não possuo conhecimento científico e psicológico para compreender, explicar e menos ainda justificar o que aconteceu. Mas uma coisa eu sei. O Henry Sobel que cometeu aquele ato não é o Henry Sobel que vocês conhecem", disse. Ele referia-se ao fato de ter furtado no dia 22 quatro gravatas em algumas lojas de grife de Palm Beach, Estados Unidos. Sobel foi preso após ser identificado por um policial em vídeo e ficou na cadeia três dias, quando foi liberado após pagar fiança de US$ 3 mil."Desculpe pelo transtorno que criei, principalmente por ter tomado medicamento sem permissão medica".RecuperaçãoO rabino chegou ao local da entrevista acompanhado pelo seu médico, Flavio Huck, e cumprimentou cada um dos jornalistas. Iniciou sua fala explicando que está em recuperação e há meses vem tomando remédios relativamente fortes. Agradeceu o apoio recebido da equipe do hospital e de toda Congregação Israelita Paulista, a qual presidia até se afastar nesta semana, após a divulgação da notícia da prisão.Antes de encerrar, Sobel disse que assumiria um compromisso solene de continuar defendendo todos os valores morais e éticos. "Vou me recuperar", concluiu.O médico Flávio Huck evitou dar maiores detalhes da situação do paciente, mas confirmou que o rabino tomou medicamentos sem orientação médica e em dose elevada. "Nós vamos tê-lo de volta em boas condições em prazo muito curto", disse.InternaçãoO boletim médico liberado logo após a coletiva reiterou que o motivo da internação foi um episódio de transtorno de humor, representado por descontrole emocional e alterações de comportamento. O documento reafirma também que o paciente estava sob tratamento medicamentoso e, por insônia severa, "vinha fazendo uso imoderado de hipnóticos diazepínicos, causadores potenciais de quadros de confusão mental e amnésia".

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