Sobrevivente de queda de avião será investigado

O delegado da Polícia Civil do Pará, Luís Carlos Barbosa, que sobreviveu à queda de um avião monomotor, na última sexta-feira, em Belém, está fora de perigo, mas será investigado por suposto enriquecimento ilícito. Ganhando pouco mais de R$ 1 mil como policial, ele era dono do avião acidentado, pelo qual, há sete meses, pagou R$ 400 mil. Barbosa deixou neste domingo a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Porto Dias e foi transferido para um apartamento. Ele disse que está vivo por "milagre" e que foi salvo pela "mão de Deus".O outro sobrevivente, o investigador aposentado da polícia Edinaldo Araújo, continua internado em estado grave no Hospital Adventista de Belém, com fraturas e queimaduras de segundo e terceiro graus em 60% do corpo. No acidente, morreram o piloto Mario Gomes e o co-piloto Daniel Oliveira. Segundo o ortopedista e traumatologista Fábio Santana, o delegado sofreu fratura no cotovelo esquerdo, fratura de três vértebras da coluna, mas sem lesão neurológica, múltiplas contusões e traumatismo craniano. Um boletim médico divulgado no final da manhã deste domingo define o estado de saúde de Barbosa como "clinicamente estável". O inquérito aberto pelo delegado Renato Vanghon para apurar as causas do acidente também vai tentar esclarecer como Barbosa se tornou dono de um avião com os vencimentos que recebe como policial. "Ele comprou com o dinheiro dele e é só o que eu sei", informou Miguel Mendes Barbosa Filho, irmão do delegado acidentado. De acordo com apuração feita pelo Estado, Barbosa estava de licença médica, mas à disposição da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Em agosto do ano passado, o delegado envolveu-se numa briga com outros policiais civis durante a apreensão de máquinas caça-níqueis de uma empresa. Colegas do delegado o acusaram de prática de extorsão contra o dono das máquinas.

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