Sobreviventes do incêndio são transferidos de cadeia em Minas

Sete detentos foram para o albergue de Rio Piracicaba e os outros 7 para cidade vizinha João Monlevade

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

02 de janeiro de 2008 | 09h25

A Polícia Militar de Rio Piracicaba, município que fica a 127 quilômetros de Belo Horizonte, informou que 14 presos que sobreviveram ao incêndio ocorrido numa cela da cadeia pública da cidade foram transferidos para outros locais na noite de terça-feira, 1, horas depois do início do fogo. Sete detentos que trabalham fora durante o dia vão ficar provisoriamente no albergue municipal de Rio Piracicaba e os outros sete foram transferidos para a cidade vizinha de João Monlevade.   O incêndio deixou oito vítimas. O governo de Minas Gerais e a Prefeitura de Rio Piracicaba informaram que estão dando apoio aos parentes dos presos e que as despesas com os sepultamentos serão custeadas pelo Estado. Os corpos dos detentos mortos já foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A Delegacia de Polícia de Rio Piracicaba não quis dar mais detalhes sobre o caso.   Incêndio   As chamas começaram por volta das 20 horas e, segundo informações da Polícia Militar local, foram motivadas por um curto-circuito. Até a chegada dos soldado do Corpo de Bombeiros da cidade de Itabira, que fica a 40 quilômetros de Rio Piracicaba, as chamas foram combatidas por populares, utilizando água de caminhão-pipa da prefeitura.   O fogo mais intenso aconteceu na cela em que estavam os oito presos. Eles se refugiaram no banheiro e sofreram intoxicação e queimaduras. Uma marreta foi utilizada na tentativa de derrubar uma das paredes da cela, mas foi em vão. O fogo se espalhou rapidamente e quando os policiais militares e funcionários da prefeitura conseguiram chegar ao local onde eles estavam, os oito já haviam morrido.   Responsável pela segurança daquele presídio, a Polícia Militar atribui aos próprio detentos a culpa pelo curto-circuito, uma vez que eles costumam fazer ligações elétricas irregulares - os chamados "gatos" - para dar à cela condições de utilização de aparelhos de som, televisão e outros eletrodomésticos. A PM local não confirma mas as tomadas improvisadas poderiam também servir para instalação de carregadores de aparelhos celulares.

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