"Sociedade deve dar um basta aos escândalos", diz Alckmin

O candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira, 18, que é preciso "a sociedade brasileira dar um basta aos escândalos" que envolvem o governo do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo depois da suspeita de envolvimento de um funcionário do gabinete pessoal do presidente Lula na suposta compra do dossiê dos Vedoin."Entendo que a sociedade brasileira vai dizer um basta, pois esgotou qualquer possibilidade de que o presidente (Lula) não sabe, não viu, ou está por fora destes fatos", declarou ele, após receber apoio da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil.Alckmin destacou que é preciso apurar com muito rigor o escândalo que envolveu a tentativa de compra pelo PT do suposto dossiê que envolve o seu nome e o do candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, com a máfia dos sanguessugas. Na sua avaliação, mais grave ainda é que um dos suspeitos, Freud Godoy, é assessor da Presidência. "São fatos reincidentes, e é preciso dar um basta a tudo isso", emendou.Além de pedir apuração rigorosa dos fatos, Alckmin considerou estranho o fato de a Polícia Federal não ter exibido imagens do dinheiro apreendido em São Paulo, no valor de R$1,7 milhão, que seria utilizado na compra do suposto dossiê. "Não era essa a conduta da Polícia Federal antes". Questionado se a Polícia Federal estaria agindo desta maneira sob a orientação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, Alckmin foi cauteloso: "espero que não". Em seguida, ironizou: "pois se fala em espírito republicano e compromisso com a verdade e a justiça".O ex-governador de São Paulo reiterou que sua coligação está estudando medidas legais cabíveis que irá adotar neste caso. Além disso, ele cobrou algumas respostas, tais como a origem dos recursos que seriam usados na compra do suposto dossiê, quem foi o mandante, e quem se beneficiaria com esse esquema. "Este é um péssimo exemplo, existe ainda uma série de indagações que precisam ser respondidas", citou, lembrando que as pessoas que foram presas são ligadas ao Partido dos Trabalhadores.Na entrevista coletiva que concedeu na sede da Assembléia de Deus, no ministério Belém, após receber o apoio da direção da congregação, Alckmin voltou a falar da convicção de que irá disputar o segundo turno das eleições presidenciais. "A reversão do quadro eleitoral já começou, estamos indo para o segundo turno", complementou. O tucano recebeu apoio das Assembléias de Deus em todos os Estados brasileiros. Os dirigentes da igreja estimam que há cerca de 10 milhões de fiéis em todo o País.Durante o ato na Assembléia de Deus, Alckmin recebeu do pastor Ronaldo Fonseca, presidente do conselho político, o seguinte elogio: "pesou muito (para a escolha) o lado moral do candidato Geraldo Alckmin. O homem é tão bom que não consegue nem bater. E quando bate, é com classe, é com luva". No rápido pronunciamento que fez, Alckmin pediu que os fiéis orassem por "sua jornada cívica para chegar à Presidência da República".

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