Socorro a estatal acirra disputa entre goianos

Marconi Perillo e Iris Rezende têm opiniões diferentes sobre a ajuda que o governo federal deu à Celg por meio de empréstimo de R$ 3,728 bilhões

Rubens Santos, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2010 | 01h00

Perto da decisão sucessória em segundo turno do governo de Goiás, o empréstimo-ponte de R$ 3,728 bilhões do governo federal para socorrer a estatal Celg gerou um novo clima de animosidade entre os candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB).

Para o governador Alcides Rodrigues (PP), o acordo caiu como uma luva. "O empréstimo foi o que salvou a Celg", disse Rodrigues. Para ele, o dinheiro chegou em boa hora. Aliado de Lula e da candidata Dilma Rousseff (PT), o governo federal deu uma demonstração de respeito ao Estado. E o acordo, afirma, faz parte de um plano mais amplo do governo federal de tirar do atoleiro das dívidas a Celg e demais distribuidoras de energia do País.

Iris Rezende também comemorou o empréstimo. A voz dissonante é do tucano Marconi Perillo. Ele "desconfia" que o dinheiro foi liberado no momento que está à frente do PMDB na disputa pelo segundo turno e José Serra prepara uma vitória no Estado na corrida presidencial.

Nos bastidores, o acordo faz Perillo repetir o mote de sua campanha. "Estamos enfrentando as máquinas estadual, municipal e federal", disse para o senador Demóstenes Torres (DEM).

A liberação do empréstimo bilionário ocorreu num momento delicado. Marconi lidera as pesquisas de intenção de votos. E, nos últimos dias, amealhou o apoio de prefeitos e outros políticos que estiveram aliados ao PP, PR e PMDB no primeiro turno.

Juntamente com o PT, esses partidos sustentam a campanha de Iris Rezende para o governo de Goiás e de Dilma para a Presidência. A mesma que torce o nariz para Perillo, um dos políticos que denunciaram o "mensalão".

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