Socorro de vítimas em rodovias do litoral fica parado até junho

Um projeto piloto de atendimento com ambulâncias nas estradas do litoral norte de São Paulo, iniciado em junho de 2001 pelo governo do Estado, parou de funcionar em 23 de março em razão do fim do contrato com a empresa que prestava o serviço. O atendimento vai continuar parado em abril e maio. Está prevista a retomada para 1.º de junho. O problema é que a paralisação temporária dificulta o atendimento de acidentados. O governo promete retomar o atendimento em junho com 6 ambulâncias, dobrando o número dos veículos que estavam em operação nas rodovias do litoral norte. Também há planos de expandir o atendimento, colocando em operação 26 ambulâncias nas estradas até dezembro de 2003. O engenheiro Ricardo Teixeira, diretor de Operação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), informou que, enquanto o serviço estiver parado, o atendimento a acidentes é feito pela Polícia Rodoviária e pelo Corpo de Bombeiros. Ambulâncias de cidades vizinhas aos locais dos acidentes têm auxiliado o serviço. Sobre a paralisação temporária, Teixeira disse que se trata de um "projeto piloto". "Gradualmente vamos ampliar esse serviço, para que toda a malha viária tenha atendimento 24 horas.DemoraTrês ambulâncias operaram inicialmente nas Rodovias Tamoios, Oswaldo Cruz e Mogi-Bertioga. Um funcionário de uma empresa de guincho da Rodovia Osvaldo Cruz, pedindo para não ser identificado, disse que o serviço especializado das ambulâncias tornava mais rápido o atendimento porque elas ficavam nas estradas. Segundo ele, agora, caso ocorra um acidente no km 50 da Oswaldo Cruz, por exemplo, são acionados os bombeiros de Taubaté (cidade do Vale do Paraíba) e o deslocamento pode demorar até 40 minutos. Antes, como uma das ambulâncias ficava no quilômetro 42, ela chegaria ao local do acidente em, no máximo, 10 minutos. Teixeira admite que o tempo é estratégico para salvar vidas. Estatísticas oficiais mostram que morrem 7 pessoas por dia nas estradas estaduais. Esse número sobe para 10,5 (mais 50%) se forem consideradas as vítimas que morrem nos hospitais em conseqüência dos acidentes. A redução dos números requer um atendimento eficiente de primeiros socorros. "Isso é gradual", afirmou.

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