Sol forte e lentidão na descida para o litoral

Imigrantes registrou 34 km de via parada e Anchieta, 8; à beira-mar, turistas procuravam sombra

Rejane Lima, SANTOS, e Simone Menocchi, SÃO SEBASTIÃO, O Estadao de S.Paulo

29 de dezembro de 2007 | 00h00

Os milhares de turistas que enfrentaram trânsito na sexta-feira e no sábado para chegar à Baixada Santista foram recompensados com sol forte e temperaturas chegando a 34 graus às 11 horas da manhã, segundo os termômetros da praia do José Menino, em Santos. Desde a meia-noite do dia 27, quando teve início a contagem para o feriado de ano-novo, 330,5 mil veículos desceram a serra pelo Sistema Anchieta-Imigrantes. A estimativa da Ecovias, que administra as estradas, é de que entre 480 mil e 650 mil veículos sigam para o litoral neste feriadão.Ontem, voltou a haver congestionamento na descida da serra. Um acidente que envolveu três carretas e um carro e deixou dois feridos aconteceu na pista leste da Rodovia Cônego Domenico Rangoni (sentido Guarujá), mas acabou refletindo no trânsito de quem descia pela Anchieta. Às 11h30, a Ecovias, que administra o sistema, registrava 34 quilômetros de congestionamento na Imigrantes e 8 na Anchieta. Às 13 horas, eram 14 km na Imigrantes e a Anchieta já estava com movimento normal.Na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, o tráfego ficou lento entre os km 277 e 292, onde a Ecovias implantou a Operação Litoral Sul, invertendo a direção de uma faixa da pista leste, no sentido de Praia Grande. Na pista leste da Cônego Domenico Rangoni, houve lentidão do km 270 ao 266.Os namorados Lucas Augusto Pinheiro, de 23 anos, e Carolina Alcântara da Silva, de 26, não reclamaram da viagem de nove horas para ir de Jacarezinho (PR) a Santos, de onde seguiriam para Itanhaém. A viagem que fariam em sete horas demorou duas a mais. "Viemos direto pela Castelo Branco e, se não fosse o acidente, teríamos chegado antes", disse Pinheiro.Dezenas de pessoas foram queimadas por água-vivas nas praias de Guilhermina, Aviação e Ociánem (Praia Grande). Em dois dias, foram registrados 140 casos. O secretário-adjunto de Saúde, Adriano Bechara, disse que, em 95% dos casos, não houve gravidade.No Guarujá, uma menina de 4 anos foi baleada na perna durante uma tentativa de assalto. A criança, que vive com a família em São Paulo, não corre risco de vida.TRÂNSITO NO LITORAL NORTEAs estradas e ruas de acesso ao centro de São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba também estiveram congestionadas ontem. Era grande o movimento nas rodovias Tamoios (SP-099) e Oswaldo Cruz (SP-125), que pela manhã tiveram tráfego intenso. Pequenos acidentes e carros quebrados provocaram lentidão em trechos da Tamoios e a Polícia Rodoviária realizou operações Pare e Siga nos km 18 e 28.Por volta das 10 horas, o percurso entre o centro de São Sebastião e a praia de Guaecá, de 8 quilômetros, demorava cerca de uma hora. Em dias normais, o trajeto é feito em 15 minutos. O mesmo tempo era preciso para se chegar do centro de Ubatuba até a praia das Toninhas, uma das mais freqüentadas. A Praia Grande, em Ubatuba, estava colorida de tantos guarda-sóis. Com sol forte e 37 graus, lotada também estava a praia de Mareias, ao sul de São Sebastião. Em Ilhabela, os turistas se refrescavam e procuravam por sombra na praia do Perequê. "O sol está muito forte. O jeito é ficar na água para se refrescar e, depois, à sombra", comentou Cinthia Morrone, de 27 anos, de São Paulo. Ela está na ilha desde quarta-feira e deve antecipar a volta para não pegar trânsito. "Quero ir embora antes, para fugir do congestionamento". Em São Sebastião, alguns moradores reclamaram da falta de água nos bairros Pontal, São Francisco e em estabelecimentos comerciais do centro, mas, segundo a Sabesp, foram problemas pontuais, resolvidos rapidamente.Ao contrário de dois dias atrás, ontem não havia fila na travessia da balsa entre São Sebastião e Ilhabela. A passagem estava tranqüila e os carros embarcavam em menos de 15 minutos.POLICIAMENTOAs Polícias Civil e Militar iniciaram a Operação Verão levando para as praias 2.780 policiais. Desses, 900 estão no litoral norte. Em Ubatuba, são 300 homens, além do helicóptero Águia.

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