Soldado do Exército é preso por seqüestro relâmpago em Itapevi

Um soldado do Exército foi preso, anteontem à noite, em Itapevi, na Grande São Paulo, por seqüestro relâmpago. Damiro de Oliveira, de 19 anos, rendeu um químico para "pegar uma carona", como contou à polícia, pois estava armado com um revólver calibre 38 e uma pistola 765, e temia ser preso por porte ilegal, caso as armas fossem localizadas em uma revista na saída do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri, onde trabalhava. As revistas são feitas, segundo o Exército, ao fim do expediente, à medida que os militares passam pela saída de pedestres. Naquele momento, por volta das 17 horas, Oliveira teria passado pela saída de carros e tomado a Rodovia Marechal Rondon, onde teria abordado o cabo Arthur de Oliveira Rosa, de 20 anos, que estava em um Celta preto e também trabalha no Arsenal. O cabo reagiu e o soldado atirou, atingindo o porta-malas do carro.Depois, Oliveira rendeu o químico Vandelino Ribeiro dos Reis, de 50 anos, que dirigia um Fusion prata. Policiais militares encontraram o carro na Rodovia Engenheiro René Benedito e Silva, em Itapevi, e o acompanharam até a Rua Maria Nazaré dos Reis, onde o soldado foi abordado, em frente de casa.REVISTAAs armas estavam em uma bolsa, dentro do carro. Durante revista feita pelos PMs no quarto do soldado, foram encontradas duas munições de fuzil 762, duas de pistola 635, três de pistola 765 e duas de revólver calibre 32, todas intactas. Segundo o Exército, as armas e a munição são da corporação.Oliveira trabalhava no Arsenal desde março, onde, segundo o Exército, atuava na montagem de barracas e bancadas de trabalho. Ele vai responder por seqüestro, cárcere privado, dano, constrangimento ilegal e pelo estatuto do desarmamento, já que não tinha registro das armas nem o porte.Levado à carceragem do 2º Batalhão da Polícia do Exército, em Osasco, o soldado está à disposição da Justiça.

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